Há dois anos, os cuidadores informais já tinham entregue na Assembleia da República uma petição, assinada por 14 mil pessoas, que pudesse ser discutida em plenário. A petição em questão solicita, entre outras, “o devido reconhecimento social e jurídico” dos cuidadores, a redução do horário laboral e o direito a uma pensão de sobrevivência mensal após a morte do doente.
Na manifestação realizada, José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda, afirma que o partido quer “garantir o direito ao descanso dos cuidadores” e “reforçar os apoios sociais que são dados”. “As pessoas que prestam cuidados não podem estar 24 horas por dia, 365 dias por ano, a prestar cuidados. Devem ter direito a descansar, direito a tirar férias”, afirma. Nesse sentido, é necessário “reconhecer os cuidados informais como uma parte dos cuidados que são prestados”, é necessário que haja “reconhecimento, apoio social, capacitação e à formação para os cuidados que prestam”. O deputado afirma que se trata de “garantir um conjunto de direitos e de reconhecimentos que hoje não existe a mais de 800 mil pessoas em Portugal que prestam cuidados informais”.