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CTT: Sindicato acusa Governo de “assobiar para o lado” enquanto Estado é delapidado

Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações lembra que o governo de direita, “de forma criminosa e lesiva” para os interesses do país, privatizou os CTT e alerta que é urgente resgatar o serviço público postal e salvaguardar os direitos dos trabalhadores.
Foto de Paulete Matos.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT) acusa a administração da empresa de tentar denegrir o trabalho e a dedicação de milhares de trabalhadores.

Em comunicado, a estrutura sindical lembra ainda que, nos últimos meses, fecharam cerca de 40 Estações de Correio e, todas as semanas, se sabe de mais uma, e que foram despedidos, ainda que de forma encapotada (a dita rescisão por mútuo acordo), cerca de 400 trabalhadores.

De acordo com o SNTCT, os trabalhadores das Estações de Correio que restam estão extenuados e os carteiros, que veem diminuído o tempo de distribuição, têm que ouvir as populações pelo atraso das correspondências.

“Com menos custos de exploração devido à redução da Rede Pública Postal e da qualidade do serviço (não cumprindo com isso ostensivamente a Lei), com uma quota de mercado acima dos 95%, com mais 21,1M€ de receita, a CE dos CTT anuncia uma redução dos lucros em 50%, passando os mesmos de 19,5M€ para 9.9M€”, escreve o Sindicato.

O SNTCT exorta o Governo a agir imediatamente, sob pena de, se não o fizer, ter de vir a pagar, aos acionistas dos CTT ou a outros “rapazes amigos”, a reconstrução da Rede Pública Postal.

A “inacção (inépcia? calculismo deliberado?)” do executivo está a custar, segundo a estrutura sindical, “a todos nós portugueses, a destruição de um Serviço Público Postal que foi de qualidade e não o está a ser”, e “um Serviço Público fundamental para a economia e coesão social e territorial do País”.

Para o SNTCT, o “assobiar para o lado” do executivo “será, tão ou mais responsável pela destruição dos quase 500 anos de história dos CTT (e do Serviço Público que lhe está concessionado) que Governo que antecedeu o seu e que, de forma criminosa e lesiva para os interesses de Portugal e dos Portugueses, privatizou os CTT Correios”.

Destacando que “a destruição dos CTT é uma evidência que só não vê quem não quer”, o Sindicato defende que é urgente salvar o serviço público postal português e salvaguardar o bem-estar social e profissional dos trabalhadores.

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