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CTT em greve para defender serviço público de Correios

Os trabalhadores dos CTT manifestam-se esta sexta-feira em Lisboa. Adesão à greve no turno da noite rondou os 70%.
Foto Paulete Matos.

"Na origem desta greve está a defesa da empresa, do serviço público de correios, a defesa dos postos de trabalho e pela nacionalização da empresa, uma vez que a comissão executiva tem estado a destruir o serviço postal com o encerramento de estações, falhas na distribuição, falta de trabalhadores e aumento das voltas de distribuição", afirmou à Lusa Eduardo Rita, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT).

Para além do SNTCT, esta greve geral de 24 horas conta com o apoio do Sindicato Democrático dos Trabalhadores das Comunicações e dos Media (SINDETELCO), Sindicato Independente dos Correios de Portugal (SINCOR), Sindicato Nacional Dos Trabalhadores Das Telecomunicações e Audiovisual (SINTAAV) e da Comissão de Trabalhadores.

À porta do centro de distribuição postal de Benfica, onde a adesão rondou os 90%, apenas 3 dos 27 trabalhadores estão ao serviço. Em declarações à RTP, um dos trabalhadores em greve apontou o dedo à política da administração que “está a destruir a empresa, ela não demonstra qualquer respeito pelos trabalhadores nem pelos clientes e a população em geral”.

“Estou há 20 anos na empresa e a qualidade do serviço é incomparável, prosseguiu Bruno Domingues. Os efeitos da greve estão a ser mais sentidos no tratamento e distribuição postal do que nas lojas, uma vez que “a empresa consegue movimentar trabalhadores e assegurar a abertura das lojas”, afirmou.

A adesão à greve no turno da noite rondou os 70%, um número que "ultrapassou as expetativas" dos sindicatos.

A greve dos CTT surge na sequência da ameaça de despedimento a mais 800 trabalhadores, prevista no plano apresentado pela administração em dezembro, e do encerramento no mês passado de quase duas dezenas de postos de correio por todo o país.

O protesto dos trabalhadores prossegue com uma manifestação a partir das 14h30, com saída do Marquês de Pombal e trajeto até à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

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