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CTT: Champalimaud diz-se “incomodado” com avisos do regulador

O maior acionista dos CTT acusa a Anacom de “inflamar a opinião pública” contra a empresa por ter denunciado que a gestão privada quer deixar 48 concelhos sem estações de correios.
Foto de Paulete Matos.

O presidente da Anacom deu esta semana 20 dias à gestão privada dos CTT para apresentar uma proposta que garanta pelo menos uma estação ou posto de correios em cada concelho do país. Esta decisão por parte do regulador foi justificada pelo facto de 33 concelhos terem ficado sem estações de correios em 2018 e a empresa ter anunciado a intenção de fechar estações noutros dez concelhos.

Mas para Manuel Champalimaud, o maior acionista privado dos CTT, através da Gestmin, a posição da Anacom revela “uma agenda própria, ao continuar a inflamar a opinião pública contra os CTT”. O empresário que nos últimos meses tem prosseguido a venda do valioso património imobiliário dos CTT, ao mesmo tempo que continua a receber avisos por falhas nos indicadores de qualidade previstos no contrato de concessão, disse ao Expresso estar “incomodado” com a exigência do presidente da Anacom, João Cadete de Matos.

“O regulador deveria ter o cuidado de regular, dando atenção à realidade dos tempos atuais e não impondo cada vez mais o seu espartilho através de metas (...) claramente irrealistas, em flagrante contraciclo do mercado e também ao contrário do atualmente praticado pela maioria dos demais operadores postais europeus”, diz Manuel Champalimaud.

Entre as ações consideradas como um “espartilho” pelo empresário estão as ações de fiscalização que detetaram falhas no serviço postal prestado à população e a conclusão do regulador que nos sítios onde os CTT encerraram estações e subcontrataram o serviço a terceiros, a qualidade piorou e desapareceram mesmo alguns dos serviços que eram prestados antes dos enceramentos.

CTT: História de um assalto | ESQUERDA.NET

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