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“Cristas retirou aos Açores a capacidade de decidir sobre o seu mar”

Num jantar-comício em Angra do Heroísmo, Catarina Martins acusou a líder do CDS de ir aos Açores defender a autonomia da Região quando ainda há pouco tempo, enquanto ministra do Mar, retirou a autonomia dos Açores nas decisões sobre o futuro da sua maior riqueza: o mar.
Foto Paulete Matos

A aposta no mar como um setor decisivo para o futuro dos Açores foi um dos grandes temas da intervenção da coordenadora bloquista esta sexta-feira. Acompanhada pelo candidato do círculo da Terceira, Paulo Mendes, e da coordenadora regional bloquista Zuraida Soares, também candidata às eleições regionais de 16 de outubro, Catarina defendeu que “retirarmos aos açorianos e açorianas a capacidade de decidir sobre o seu mar é estar a negar o direito a construir o futuro e o emprego, porque ele passa seguramente pelo mar.”

A coordenadora bloquista explicou a razão pela qual o Bloco votou contra a lei do ordenamento marítimo proposta pelo anterior governo PSD/CDS: “porque não aceitamos que venha um predador qualquer de uma multinacional retirar as riquezas do mar que são negadas aos açorianos e açorianas”.

Uma posição que contrasta com a do CDS, sublinhou Catarina Martins, lembrando que “Assunção Cristas foi ministra do Mar, veio aos Açores e ninguém lhe perguntou porque é que ela achou que podia retirar o poder dos açorianos e açorianas sobre o seu mar”.

“Sabemos que o CDS nunca foi coerente com nenhuma promessa e nenhuma proposta. Não é coerente no governo e no parlamento quando diz que vai proteger pensionistas e contribuintes e corta pensões e aumenta impostos. E não é coerente quando vem aqui dizer que está preocupado com o mar e a autonomia quando foi a sua líder, ministra do Mar, que retirou a capacidade aos Açores sobre o futuro do seu mar”, prosseguiu Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco falou também das “sondagens e estudos para todos os gostos”, que voltam agora a surgir nos Açores “para nos dizerem que não vale a pena querer mudar porque tudo será decidido pelos mesmos do costume”.

“Aqui estamos para provar que não é assim, porque não foi assim há um ano nas legislativas e não será assim agora nos Açores”, previu Catarina, sublinhando que “não está tudo decidido nestas eleições: está por decidir que a diferença entre uma maioria absoluta do PS ou combater essa maioria absoluta e ter o Bloco forte nesta Região é o que fará toda a diferença”.

“O Bloco não fechou os olhos a nenhuma luta. E quando olhou para a pobreza, foi atrás da exigência e da decência de que todas as crianças tivessem uma refeição quente garantida mesmo no período de férias escolares”, destacou Catarina Martins, mencionado outras iniciativas do mandato bloquista na Assembleia Regional dos Açores. “Quem tem um salário que não chega sabe bem quem o defende e quem o defende aqui na Terceira é o Paulo Mendes”, concluiu.
 

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