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Criptomoeda do Facebook é uma “ameaça”, diz ministro francês

Ministro das finanças francês considera que criptomoeada do Facebook constitui um potencial risco para a soberania monetária do euro, estando a ponderar bloqueá-la no país.
Criptomoeda do Facebook é uma “ameaça”, diz ministro francês
Libra "representa riscos de abuso de poder, riscos para a soberania, e riscos para os consumidores e empresas”, afirma Le Maire. Foto de MaxPixel.net

O ministro das finanças francês afirmou hoje que o país pondera bloquear a criptomoeda do Facebook devido a receios de que esta represente um risco para a soberania monetária do euro. 

“A eventual privatização de dinheiro representa riscos de abuso de poder, riscos para a soberania, e riscos para os consumidores e empresas”, afirmou Bruno Le Maire. Um dos receios é a possibilidade de abandono das moedas nacionais em contexto de crise económica.

“Quero ser absolutamente claro: nestas condições não podemos autorizar o desenvolvimento da Libra em território europeu”. Le Maire falava na abertura do encontro da Organização de Cooperação Económica e Desenvolvimento em Paris.

Segundo o Telegraph, o ministro das finanças francês acrescentou que esta “seria uma moeda global, pertencente a uma única entidade com mais de dois mil milhões de utilizadores em todo o mundo. A soberania monetária dos Estados está sob ameaça”. 

“Não vejo porquê dedicar tantos esforços no combate à lavagem de dinheiro e ao terrorismo financeiro durante tantos anos para ver as moedas digitais como a Libra escaparem por completo a esses esforços regulatórios”, disse.  

Em Paris, Le Mair afirmou também que estão a decorrer conversações com o Banco Central Europeu sobre a criação de uma criptomoeda “pública”. 

A Libra, de Mark Zuckerberg, aguarda lançamento oficial, prevendo-se que aconteça algures em 2020. A criptomoeda surge, alegam os representantes, para facilitar as compras e transações de dinheiro entre utilizadores do Facebook e WhatsApp e universalizar os pagamentos digitais. 

Até ao momento são mais de 28 as empresas envolvidas no projeto, entre as quais a Visa, Mastercard, Paypal, Vodafone, eBay, Uber e Spotify. Porém, desde o início que é o Facebook e o seu presidente que lideram o projeto.

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