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Crianças separadas das famílias: Trump recua

Trump decretou que as crianças de famílias imigrantes não serão separadas, mas ficarão com os pais nos centros de detenção. José Manuel Pureza afirma que as concentrações desta quinta-feira são ainda mais importantes. Mais de cem escritores e editores portugueses condenam separação de famílias.
Não à separação das famílias - faixa em manifestação nos EUA
Não à separação das famílias - faixa em manifestação nos EUA

Donald Trump assinou uma ordem executiva para acabar com a separação de crianças dos pais imigrantes detidos nas fronteiras, mas sublinhou na declaração que a política xenófoba de “tolerância zero” vai continuar.

Uma fonte da Casa Branca esclareceu que a ordem de Trump é para permitir que as crianças fiquem com os pais nos centros de detenção de imigrantes.

Na sua página no facebook, José Manuel Pureza afirma que “Trump parece estar a dar sinais de estar a ceder à pressão social”, salienta que é preciso manter a pressão para garantir o recuo e aponta: “iniciativa de amanhã é, agora, mais importante do que nunca”.

 

Concentrações nesta quinta-feira em Lisboa e Porto

Ver evento no Facebook
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Concentrações contra a separação de crianças migrantes nos EUA, realizam-se nesta quinta-feira, às 19h, no Largo de Camões, em Lisboa e na Praça Carlos Alberto no Porto. A convocatória foi feita atravás do facebook , podendo consultar aqui o evento criado e a lista com os nomes de alguns dos subscritores.

 

Escritores e editores portugueses condenam separação de famílias

Foi divulgada nesta quarta-feira, uma carta do escritor Richard Zimler, subscrita por mais de cem escritores e editores portugueses condena a separação das crianças das suas famílias imigrantes, nos Estados Unidos.

“Tal separação provoca, indubitavelmente, um sofrimento e medo atrozes”, salienta-se no documento, sublinhando que “como que para enfatizar a natureza cruel e perversa desta política, o Governo federal deu ordem aos agentes que trabalham nos abrigos para não tocarem ou agarrarem crianças assustadas", nem "lhes oferecer qualquer espécie de conforto”.

“Fotografias de rapazes e raparigas em jaulas tornaram-se o símbolo do desrespeito pelos direitos humanos levado a cabo pelo presidente Donald Trump”, realça-se no documento que é subscrito por mais de cem pessoas (escritores, escritoras, editores e editoras), entre as quais: Lídia Jorge, Maria Teresa Horta, Mário Cláudio, Luísa Costa Gomes, Ana Zanatti, Possidónio Cachapa, Gonçalo M. Tavares, Rui Cardoso Martins, Mário de Carvalho, Afonso Cruz, Jacinto Lucas Pires, Ana Margarida Carvalho, Ana Nobre Gusmão, Rui Zink, José Eduardo Agualusa, Júlia Monginho, Nuno Saraiva, Miguel Real, Rita Ferro, Inês Pedrosa, Ana Pereirinha, Manuel Alberto Valente e Rui Couceiro.

 

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