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Covid-19: sindicato exige que DHL teste todos os trabalhadores

Trabalhadoras e trabalhadores da DHL estão em greve parcial durante toda esta semana e já conseguiram algumas vitórias, como a reposição das pausas. Exigem ainda aumentos de salários e o teste de todos os trabalhadores do armazém.
Trabalhadoras da DHL em período de greve - Foto do CESP
Trabalhadoras da DHL em período de greve - Foto do CESP

O sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP) exige que a empresa DHL Supply Chain na Azambuja mande fazer testes de despiste da covid-19 a todos os trabalhadores e trabalhadoras do armazém.  Desde a passada segunda-feira e até à próxima sexta-feira, 26 de junho de 2020, decorre uma greve parcial na empresa. As trabalhadoras e os trabalhadores, que são cerca de 500, exigem ainda a divulgação dos resultados dos testes, um plano de contingência para a empresa e um aumento salarial de 90 euros.

Ricardo Mendes do CESP disse à Lusa: “Estamos no terceiro dia de piquete de greve parcial junto aos armazéns da Sonae. Todos os dias, cerca de 30 trabalhadores vêm ao exterior para fazer exigências à empresa”. O sindicalista disse também que no primeiro dia de greve a empresa aceitou a pausa de 15 minutos para descansar ou para fazer pequenas refeições.

“Começámos por ter um, dois casos positivos e de repente já eram dezenas. A última informação que tivemos há uma semana dava conta de cerca de 20, mas não sabemos, porque entretanto deixaram de aparecer os resultados dos testes e nós estamos apreensivos que possa haver mais casos”, declarou à Lusa Ricardo Mendes, acrescentando: “O que nós queremos é que todos os trabalhadores sejam testados, inclusive os que vêm por agências de trabalho temporário, e os que com eles tiveram contacto para que não aconteça o que aconteceu com a SONAE Modelo e Continente, onde foram detetados dezenas de casos”.

“Continuamos a exigir que a empresa tenha um plano de contingência abrangente. Temos informação de não estar a ser cumprido o distanciamento nas secções e nas entradas e saídas de armazém, o que pode originar outro surto”, disse ainda o sindicalista.

Quantas pessoas estão infetadas?

“A empresa diz-nos que está a fazer o plano de contingência mais abrangente e que continua a testar, mas nós queremos saber quantos estão infetados e que os testes não sejam feitos aos bocadinhos, que sejam feitos na totalidade e rapidamente”, sublinhou.

Sobre o aumento dos salários, o sindicalista disse: “Independentemente dos anos de trabalho ou da experiência, estes trabalhadores têm sempre a mesma categoria e ganham o salário mínimo nacional. Quero lembrar que estes trabalhadores nunca pararam, estiveram sempre na linha da frente para que os consumidores recebessem os seus produtos em casa”.

Em nota enviada à comunicação social, a DHL diz que não existem novos casos de covid-19 na empresa e que o número de infeções é inferior a 5%.

 

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