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Covid-19: “Enfrentaremos melhor a epidemia se reforçarmos já o SNS”

Moisés Ferreira declarou no parlamento que “a pandemia provocada pelo novo coronavírus será uma batalha dura e prolongada” e propôs que sejam acrescentadas às medidas tomadas pelo governo, algumas “outras que se tornarão incontornáveis quando a epidemia crescer”.
Moisés Ferreira afirmou no parlamento: “Enfrentaremos melhor a epidemia se reforçarmos já o SNS”
Moisés Ferreira afirmou no parlamento: “Enfrentaremos melhor a epidemia se reforçarmos já o SNS”

No debate realizado esta sexta-feira na Assembleia da República sobre o Covid-19, o deputado Moisés Ferreira do Bloco de Esquerda dirigiu também palavras de conforto aos trabalhadores da saúde, “sempre imprescindíveis em todos os momentos”, e para alertar que “cada uma e cada um de nós tem um papel importantíssimo a desempenhar nesta epidemia”.

Sobre o Serviço Nacional de Saúde, o deputado afirmou que a epidemia será melhor enfrentada se o SNS e a sua capacidade de resposta for reforçada de imediato. Assim, propôs quatro tipo de medidas:

  1. “Mobilização imediata dos profissionais de saúde reformados para, entre outras coisas, reforçar a Linha SNS24, a Linha de Apoio ao Médico e o acompanhamento das pessoas sob vigilância.
  2. Requisição de profissionais, meios e instalações ao setor privado para reforçar o número de profissionais e a capacidade de internamento e de prestação de cuidados do Serviço Nacional de Saúde.
  3. Autonomia imediata de todas instituições públicas de saúde para contratar profissionais e comprar materiais conforme as necessidades sem depender de uma cascata de autorizações. O tempo que vivemos não se compagina com esquemas burocratizantes; pelo contrário, exige rapidez e determinação. Em simultâneo deve ser disponibilizada uma verba para reforçar os orçamentos das instituições do SNS para fazer face a estas contratações e compras adicionais.
  4. Limitação das exportações de equipamentos de proteção individual. As empresas que produzem estes equipamentos em Portugal ficam sujeitas a autorização do Governo para poder exportar os produtos. A prioridade deve ser fornecer o Serviço Nacional de Saúde. Estes produtos são fundamentais para a proteção dos nossos profissionais de saúde e para a utilização em doentes”.

Moisés Ferreira sublinhou ainda: “Sair-nos-emos melhor ou pior nesta batalha em função da nossa capacidade, enquanto comunidade, de adotar as medidas de contenção e de saúde pública que dependem de cada uma e de cada um de nós, e em função da nossa capacidade, enquanto país, de reforçar a resposta do SNS para cuidar de todos os que venham a ser infetados”.

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