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Covid-19: Bloco quer que Governo assegure testes nas escolas, só o PS votou contra

A moção aprovada em reunião da Câmara Municipal de Lisboa foi aprovada com os votos contra do PS e a favor dos restantes partidos. Autarquia apela ao governo que “assegure testes gratuitos” aos alunos, funcionários e professores das escolas públicas de Lisboa.
Foto de Paula Nunes, esquerda.net.

O Bloco de Esquerda levou a votos, na reunião de Câmara Municipal de Lisboa desta quinta-feira 17 de Setembro, uma moção que apela ao Governo que assegure testes gratuitos a todos os professores/as, alunos/as e funcionários não-docentes das escolas públicas de Lisboa.

A moção, aprovada com os votos contra do PS e favoráveis dos restantes partidos, também insta o Governo a realizar testes por amostragem periodicamente, de modo a analisar o estado epidemiológico das escolas, assim como a divulgação de conteúdo formativo sobre boas práticas sobre a COVID-19.

“Na nossa opinião, o Governo tem de agir com a responsabilidade necessária para o momento, ou seja garantindo testagens em todas as escolas públicas. Não faz sentido termos essa desigualdade territorial na resposta à pandemia, até porque as pessoas movem-se entre cidades”, afirmou o vereador do Bloco de Esquerda, Manuel Grilo.

Complementando o trabalho do Ministério da Educação na preparação do ano letivo, vários municípios, como é o caso de Lisboa, enceteram desde cedo trabalhos de prevenção e preparação, em conjunto com equipas da saúde pública, proteção civil, agrupamentos escolares e juntas de freguesia, para que os riscos associados ao início do ano letivo sejam minimizados.

A identificação precoce de casos positivos pré-sintomáticos é uma medida de prevenção que permite agir sobre eventuais cadeias de transmissão antes que elas se transformem em surtos, dentro e fora das escolas.

Segundo a moção, investigadores da DELVE (Data Evaluation and Learning for Viral Epidemics), grupo multidisciplinar em funções para a Royal Society, indicam que “os testes de rotina são uma medida preventiva para o retorno às aulas presenciais”.

Investigadores da Universidade de Edimburgo, do programa governamental de Saúde Global, recomendam também a testagem regular de alunos, professores e auxiliares, incluindo os assintomáticos. Segundo estes investigadores, estima-se que representem cerca de 40% da transmissão comunitária, principalmente em idade escolar, visto que tipicamente nestas idades não há demonstração de sintomas.

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