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Congressista dos EUA propõe fragmentar monopólio do Facebook

Considerando o impacto que qualquer disrupção das redes sociais controladas por Zuckerberg tem na economia e na vida das pessoas, Ocasio Cortez considera essencial acabar com a concentração de poder do Facebook. “Break them up”, escreveu.
"Se o comportamento monopolístico do Facebook tivesse sido impedido na altura devida, os milhões de pessoas que dependem do WhatsApp ou Instagram para comunicar ou comercializar estariam bem neste momento”, considerou. Imagem de Alba Vigaray via EPA/Lusa.
"Se o comportamento monopolístico do Facebook tivesse sido impedido na altura devida, os milhões de pessoas que dependem do WhatsApp ou Instagram para comunicar ou comercializar estariam bem neste momento”, considerou. Imagem de Alba Vigaray via EPA/Lusa.

O império de Zuckerberg começou no Facebook mas engloba hoje também o Instagram ou Whatsapp, bem como várias outras plataformas que foram sendo absorvidas pela gigante digital de forma agressiva na última década. Com cerca de 2,9 mil milhões de utilizadores em todo o mundo, o Facebook monopoliza o próprio funcionamento da economia digital.  

A disrupção de apenas algumas horas nestas três redes esta segunda-feira provocou um rombo na atividade comercial de várias dezenas milhares de milhões de dólares em todo o mundo. Se o Facebook perdeu seis mil milhões em publicidade apenas naquele período, o impacto em milhares de empresas que sobrevivem hoje através do comércio nestas plataformas é difícil de calcular.

Como relembra o jornalista José Caparroso, co-editor da Forbes, “a América Latina vive no Whatsapp. Estou surpreendido que tantas pessoas não entendam o quão catastrófico esta queda [do Facebook] foi”.

Ao contrário do que se verifica na maior parte dos países europeus, em muitos países a oferta de serviços de telecomunicação é definida pela atribuição de um equipamento com serviços de internet limitados a apenas algumas aplicações onde o tráfego é ilimitado. Um tipo de oferta que agrava a hegemonia das plataformas mais dominantes, nomeadamente o Whatsapp, Facebook e Instagram, orientando as pessoas para trabalharem nestas plataformas numa tendência acelerada pela crise pandémica.

A congressista dos Estados Unidos da América, Alexandria Ocasio-Cortez, considera que o problema advém do comportamento monopolista da empresa de Mark Zuckerberg. “É como se a missão monopolista do Facebook para deter, copiar ou destruir qualquer plataforma concorrente tem um efeito destrutivo numa sociedade e democracia livres”, escreveu no Twitter.

E relembra que “se o comportamento monopolístico do Facebook tivesse sido impedido na altura devida, os milhões de pessoas que dependem do WhatsApp ou Instagram para comunicar ou comercializar estariam bem neste momento”. E conclui com a palavra de ordem Break them up.

 

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