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Condeixa-a-Nova: Bloco defende saída do presidente condenado

O autarca socialista Nuno Moita foi condenado na semana passada por favorecimento de empresas quando era vice-presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça.
Nuno Moita. Foto da Câmara de Condeixa/Facebook

Em comunicado, a comissão coordenadora distrital do Bloco de Esquerda defende que o presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova "não tem condições para continuar no cargo", após ter sido condenado no passado dia 5 de janeiro a quatro anos de prisão com pena sustensa por favorecimento de empresas quando era vice-presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) entre 2010 e 2012.

Na quarta-feira, Nuno Moita apresentou a demisão da liderança distrital do PS, justificando a decisão com o propósito de “proteger, defender e salvaguardar a imagem do partido”. Para a distrital bloquista, isso demonstran "um cuidado para com os militantes do PS que não está a ter para com os munícipes do concelho a que preside", dado que a comunicação social afirma que "o autarca afasta qualquer intenção de deixar a presidência da Câmara de Condeixa".

"De facto, Nuno Moita não ficou legalmente impedido de continuar a exercer o cargo de presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova e o Bloco de Esquerda não pretende pronunciar-se sobre a decisão judicial", prossegue o comunicado do Bloco/Coimbra, acrescentando que "deixada a decisão a Nuno Moita, a Distrital do Bloco de Esquerda de Coimbra considera inequívoco que esta condenação judicial  o coloca numa situação politicamente insustentável e que não tem condições para continuar no cargo de Presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova".

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