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Concessionárias amealharam mais de 1,2 mil milhões em portagens no ano passado

O valor arrecadado pelas concessionárias de pontes e auto-estradas equivale a proveitos de 3,3 milhões de euros por dia e ultrapassa em 91 milhões as receitas arrecadadas em 2018. Brisa e Lusoponte foram as empresas que mais lucraram.
Ponte 25 de Abril. Foto de Vitor Oliveira, Wikipedia.

Os 1.205,48 milhões de euros em receitas representam um aumento de 8,2% face aos cerca de 1.114 milhões alcançados em 2018 nas mesmas concessões rodoviárias. Os dados, citados pelo Jornal de Negócios, foram divulgados pela Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagens (APCAP).

A Brisa Concessão Rodoviária (BCR) foi a que mais receitas amealhou, num valor global que ultrapassou os 625 milhões de euros. O grupo presidido por Vasco de Mello viu assim o montante das receitas aumentar 5,6% comparativamente ao ano anterior.

Em segundo lugar surge a Lusoponte, com receitas de 86,7 milhões de euros, o equivalente a um aumento de mais 5,3%. As receitas foram reunidas nos 24 quilómetros que a empresa gere nas duas pontes sobre o rio Tejo. Já a Autoestradas do Atlântico (AEA) arrecadou 74 milhões, o que se representa um acréscimo de 5,7%.

Em 2019, o tráfego médio diário anual subiu cerca de 4% passando de 15.764 para 16.393 veículos. Os investimentos ficaram-se pelos 89,3 milhões de euros, o que, ainda assim, representa um aumento de cerca de 35% face a 2008. No ano passado a extensão da rede de autoestradas em operação manteve-se em cerca de 3.580 quilómetros.

De acordo com dados da UTAP (Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos), só no 3.º trimestre de 2019, os encargos do Estado, leia-se, do erário público, com parcerias público-privadas (PPP) ascenderam a 261 milhões de euros, dos quais 145 milhões em rodovia, componente que registou um acréscimo de 36% face ao período homólogo.

Em plena crise pandémica, as concessionárias vieram exigir compensações ao Estado pela quebra de cerca de 75% do tráfego rodoviário. A Brisa acionou, inclusive, um mecanismo contratual para receber uma indemnização do Estado.

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