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Concentrações em Portugal prestam homenagem às vítimas da Covid-19 no Brasil

Esta sexta-feira, em Lisboa, Porto e Aveiro, várias organizações de ativistas do Brasil convocam concentrações em memória das mais de 400 mil vítimas da Covid-19 no Brasil e para denunciarem a “pior gestão da pandemia no mundo”.
Atos em Portugal prestam homenagem à memória das vítimas da Covid-19 no Brasil e denunciam o governo Bolsonaro como a pior gestão da pandemia no mundo

Esta sexta-feira, várias organizações de ativistas do Brasil convocam concentrações em Lisboa, Porto e Aveiro, para prestar homenagem à memória das vítimas da Covid-19 no Brasil e denunciar o governo Bolsonaro como aquele que demonstra a “pior gestão da pandemia no mundo”.

Em Aveiro, a concentração será na Praça Marquês de Pombal, em frente ao Tribunal (Estátua da Justiça), das 17h às 18h15, numa acção promovida pelo Coletivo Alvorada Aveiro. Em Lisboa, a Alameda Dom Afonso Henriques receberá uma instalação do Coletivo Andorinha - Frente Democrática Brasileira e da Casa do Brasil de Lisboa, entre as 18h e 20h. Por fim, na cidade do Porto, a Solidariedade Brasileira irá realizar uma vigília a partir das 17h, na rotunda da Boavista.

Em comunicado, as organizações que convocam os atos de solidariedade referem que “a multiplicação de contágios ocorre na esteira do negacionismo, incentivado pelo governo federal, que teve como estratégia promover o aumento do número de contaminações para que o país chegasse a uma suposta ‘imunidade de rebanho, opção que já havia sido considerada ineficiente por autoridades de saúde mundiais”.

Atualmente, o Brasil é um dos epicentros da pandemia, “com o maior número de óbitos por milhão de habitantes das Américas, encerrando o mês de abril com mais de 400.000 mortes”.

As organizações sublinham que “o governo de Bolsonaro deve ser responsabilizado pela falta de investimento nas unidades de saúde, como máscaras, equipamentos de proteção individual, respiradores, kits de intubação e oxigénio”. Além disso acusam o governo de genocídio, devido “às ações e omissões do governo federal sobre a situação dos povos indígenas durante a pandemia”.

Todas as manifestações serão realizadas com o “cumprimento a todas as orientações da DGS”. Os organizadores apelam aos participantes para “levarem cartazes (em Lisboa e Porto) ou flores (em Aveiro) e fazerem fotos para publicarem nas suas redes com a hashtag #portugaldenunciabolsonarogenocida”.

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