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Commonspoly: um jogo para viver em comum

A cooperativa ZEMOS98 lançou um jogo que vira o monopólio do avesso, ensina a partilha e desenvolve o pensamento crítico. Está disponível de forma gratuita na internet.
Foto de Zemos 98/Flickr

O mundo do Monopólio é o da concorrência feroz, da destruição financeira dos outros. O mundo do “Comunopólio” é o contrário disso. Em vez da celebração da propriedade privada e da luta de todos contra todos, este jogo coloca no centro os “comuns”, recursos comunitários e partilhados por excelência.

É um jogo de mesa mas sobretudo um recurso didático. Quando se começa a jogar sorteiam-se as personagens. Um sorteio que determina os privilégios que se têm ou não: por se ser homem, mulher, queer, hetero, imigrante, rico etc. O objetivo é impedir que os “especuladores” privatizem os bens comuns. Se isso acontecer, todos ficam a perder. Por isso, os jogadores têm de cooperar.

Em paralelo foi lançado um desafio aos jogadores: imaginar os bens comuns em 2028.

A ZEMOS98 é uma cooperativa espanhola que pretende fomentar a “transformação social”, a “cultura da participação” e a “construção da cidadania crítica”. Para isso propõem-se “hackear as narrativas dominantes”.

Na página do projeto pode-se fazer o download ou encomendar uma versão feita pelos autores.

Os autores apresentam-no como “um instrumento ideal para introduzir as teorias sobre os comuns e as atitudes cooperativas”.

E recordam que a versão original do Monopólio, o “Jogo do Senhorio”, criado em 1904 por Elizabeth Magie, era também um jogo feito para demonstrar “os efeitos perigos dos monopólios”. Só quando a patente foi vendida anos depois à Parker Brothers é que se tornou no jogo que é hoje: “um jogo de mesa que celebra a procura da acumulação de grande riqueza pessoal às custas da bancarrota de todos à sua volta.”

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