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Começa greve de três dias no Dia/Minipreço

A empresa aumentou as vendas em 2020 em 7,6% mas recusa aumentar salários. Segundo o CESP, é a que paga os salários “mais baixos de setor” e os trabalhadores estão fartos de empobrecer a trabalhar.
Trabalhadores do armazém Dia Portugal de Torres Novas em Piquete de Greve. Foto: CESP/Facebook.
Trabalhadores do armazém Dia Portugal de Torres Novas em Piquete de Greve. Foto: CESP/Facebook.

Esta quinta-feira inicia-se uma greve dos trabalhadores do Dia/Minipreço contra os baixos salários. A paralisação durará três dias e culminará numa concentração nacional no sábado no Armazém de Vialonga.

Segundo o CESP, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, a empresa subiu as suas vendas o ano passado, em 7,6%, mas recusa um aumento dos salários “que permitissem uma vida digna a todos os que diariamente estão nas lojas, armazéns e escritórios a produzir lucros para esta multinacional”.

O sindicato denuncia a intransigência na política de baixos salários. A empresa insiste em pagar salários entre os 665 e os 700 euros, os “mais baixos do setor”. Em muitos casos, trata-se de “trabalhadores com carreiras entre os 10 e os 30 anos na empresa”.

Os trabalhadores dizem estar fartos de empobrecer a trabalhar e prometem luta. Citam como exemplos recentes da sua combatividade o 1º de Maio e a greve dos trabalhadores dos armazéns de logística nos dias 21 e 22 de maio que teve uma “adesão maciça” na “ordem dos 80%”.

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