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Com salários em atraso, trabalhadores da Ambiente e Jardim fizeram quatro dias de greve

Há trabalhadoras que ficaram sem dinheiro para dar de comer aos filhos ou para comprar o título de transporte de que necessitam para poderem ir trabalhar, denuncia o STAD que promete continuar a luta.
Trabalhadoras desta empresa quando protestaram por ter os salários de maio em atraso. Foto do STAD.
Trabalhadoras desta empresa quando protestaram por ter os salários de maio em atraso. Foto do STAD.

Entre 31 de julho e três de agosto, os cerca de 500 trabalhadores da Ambiente e Jardim, uma empresa de limpeza industrial, estiveram em greve. E prometem continuar a lutar enquanto não forem pagos salários do mês passado que estão em atraso.

A Ambiente e Jardim, empresa que já teve vários nomes, presta serviços em locais como o Hospital Pedro Hispano, a Misericórdia de Lisboa e a Câmara Municipal de Sintra, está ainda encarregue da limpeza dos comboios da CP, a nível nacional, e da limpeza das estações ferroviárias pertencentes à Infraestruturas de Portugal. Por isso, o STAD, Sindicato dos Trabalhadores de Atividades Diversas, dirige-se aos clientes considerando que estes “têm a responsabilidade social de combater este problema” e exigindo-lhes “uma posição determinada para acabar com esta situação de salários em atraso”.

A situação é crítica como lembra a dirigente sindical Vivalda Silva em declarações à SIC: este é “um setor em que há muitas mulheres e muitas delas sozinhas sem filhos e que não têm dinheiro sequer para dar de comer aos filhos neste momento”. Para além disso, “muitos trabalhadores não têm dinheiro para comprar o título de transporte para poderem ir trabalhar”, denuncia.

O sindicato informa que já em junho o mesmo tinha acontecido. Só depois de ter sido marcada uma greve é que os salários foram pagos. Na altura, o Bloco de Esquerda marcou presença nas concentrações e nos piquetes de greve em Lisboa, por intermédio do deputado Jorge Costa, e no Porto, por intermédio do deputado José Soeiro e de Sérgio Aires, candidato bloquista à Câmara Municipal desta cidade. O partido questionou ainda o governo sobre o tema.

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