Colocação de professores gera indignação

20 de setembro 2011 - 11:47

Segunda bolsa de recrutamento só colocou docentes com contratos mensais. Os que se candidataram apenas a horários anuais ficaram afastados de qualquer possível colocação, mesmo estando melhor posicionados na lista do que alguns dos colegas agora colocados.

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Professores que se candidataram apenas a horários anuais ficaram afastados de qualquer possível colocação

A segunda bolsa de recrutamento para a colocação de professores, tornada pública nesta segunda-feira, está a geral a total indignação entre os candidatos. O motivo: todos os lugares preenchidos correspondem a contratos mensais, mesmo quando a necessidade da escola é anual.

Assim, os professores que se candidataram apenas a horários anuais (e não a mensais ou semestrais), fazendo legitimamente essa escolha na aplicação electrónica da candidatura, ficaram afastados de qualquer possível colocação, mesmo estando melhor posicionados na lista do que alguns dos candidatos agora colocados.

De acordo com nota divulgada pelo grupo de professores contratados formado no Facebook, que já promoveu uma concentração e um encontro, “esta situação é inadmissível e evidencia a insensibilidade que tem pautado a intervenção do governo no que respeita aos professores mais vulneráveis e que contribui para minar a qualidade da escola pública. Os professores contratados e desempregados estão fartos de ser atropelados nos seus direitos e exigem um esclarecimento imediato de mais este abuso intolerável”.

Recorde-se que o MEC afirmara que os professores contratados (precários) iriam apenas ter contratos mensais, que seriam “prorrogados sucessivamente”, Mas depois deu o dito por não dito ao afirmar que os candidatos a horários ainda por preencher nas escolas firmariam “um contrato com a duração da necessidade transitória identificada pelo estabelecimento de ensino”, esclarecendo que “a duração de cada contrato será estabelecida de acordo com as necessidades das escolas”.