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Coligação de centro-direita recua na Finlândia

As eleições realizadas este domingo na Finlândia saldaram-se pelo recuo da coligação governamental de centro-direita e o avanço das forças políticas de centro-esquerda e esquerda. Por Jorge Martins. 
Foto de JARNO KUUSINEN, EPA, Lusa.

O mais penalizado foi o partido do Centro (KESK), do primeiro-ministro Juha Sipilä, que perdeu mais de 1/3 do seu eleitorado de há quatro anos. Também os liberal-conservadores do partido da Coligação Nacional (KOK) sofreram um recuo, mas muito menos acentuado, tendo mantido o mesmo número de lugares no Parlamento. Por seu turno, o nacional-conservador Futuro Azul (SIN), resultante de uma cisão no Partido dos Finlandeses (PS), protagonizada pelo seu antigo líder, Timo Soini, não foi além de 1,0% e não conseguiu representação parlamentar.

Em contrapartida, o PS (formação da extrema-direita populista, nacionalista, eurocética, anti-imigração e conservadora nos costumes), que, após a eleição do seu novo líder, Jussi Halla-aho, passou à oposição, abandonando o executivo de Sipilä, em 2017, não foi penalizado e obteve um resultado semelhante ao de 2015, tornando-se, mesmo, a segunda força política do país.

Por sua vez, os social-democratas (SDP) registaram um pequeno avanço, acabando por obter uma vitória “poucochinha”, apenas duas décimas à frente da extrema-direita. Já os Verdes (VIHR) obtiveram um excelente resultado, aumentando a sua votação em três pontos percentuais, o que lhes valeu a eleição de 20 deputados. Por sua vez, a Aliança da Esquerda (VAS) também melhorou o seu desempenho face ao último ato eleitoral, tendo obtido 8,2% dos votos e 16 lugares no Parlamento.

Entretanto, o Partido do Povo Sueco (SFP), centrista, que representa a minoria sueca residente no sudoeste e oeste do país, registou uma descida ligeira da sua votação, enquanto os democrata-cristãos (KD) subiram ligeiramente nos votos, mas ambos mantiveram o mesmo número de eleitos.

Uma lista da direita liberal-populista, denominada Movimento Agora (Liike Nyt), conquistou um lugar. Por seu turno, a coligação de Åland (arquipélago esmagadoramente habitado por suecos, que constitui uma região autónoma finlandesa) conservou o seu representante.

Eis os resultados finais provisórios, com a percentagem de votos válidos e o número de lugares parlamentares (entre parêntesis, os resultados de 2015):

SDP (social-democrata)…………..17,7 (16,5) ----- 40 (34)

PS (extrema-direita)……………….17,5 (17,7) ----- 39 (38)

KOK (liberal-conservador)………...17,0 (18,2) ----- 38 (37)

KESK (centrista)……………………13,8 (21,1) ----- 31 (49)

VIHR (verde)………………………..11,5 (  8,5) ----- 20 (15)

VAS (esquerda)…………………….  8,3 (  7,1) ----- 16 (12)

SFP (minoria sueca, centrista)……  4,5 (  4,9) -----   9 (  9)

KD (democrata-cristão) …………...  3,9 (  3,5) -----   5 (  5)

Outros ……………………………….  5,9 (  5,5) -----   2 (  1)

Os votos brancos e nulos somaram 0,6% do total de votos (0,5%).

Por seu turno, a participação eleitoral foi de 68,7% dos eleitores, um ligeiro avanço relativamente ao anterior ato eleitoral, quando se cifrara em 66,8%.

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