O mais penalizado foi o partido do Centro (KESK), do primeiro-ministro Juha Sipilä, que perdeu mais de 1/3 do seu eleitorado de há quatro anos. Também os liberal-conservadores do partido da Coligação Nacional (KOK) sofreram um recuo, mas muito menos acentuado, tendo mantido o mesmo número de lugares no Parlamento. Por seu turno, o nacional-conservador Futuro Azul (SIN), resultante de uma cisão no Partido dos Finlandeses (PS), protagonizada pelo seu antigo líder, Timo Soini, não foi além de 1,0% e não conseguiu representação parlamentar.
Em contrapartida, o PS (formação da extrema-direita populista, nacionalista, eurocética, anti-imigração e conservadora nos costumes), que, após a eleição do seu novo líder, Jussi Halla-aho, passou à oposição, abandonando o executivo de Sipilä, em 2017, não foi penalizado e obteve um resultado semelhante ao de 2015, tornando-se, mesmo, a segunda força política do país.
Por sua vez, os social-democratas (SDP) registaram um pequeno avanço, acabando por obter uma vitória “poucochinha”, apenas duas décimas à frente da extrema-direita. Já os Verdes (VIHR) obtiveram um excelente resultado, aumentando a sua votação em três pontos percentuais, o que lhes valeu a eleição de 20 deputados. Por sua vez, a Aliança da Esquerda (VAS) também melhorou o seu desempenho face ao último ato eleitoral, tendo obtido 8,2% dos votos e 16 lugares no Parlamento.
Entretanto, o Partido do Povo Sueco (SFP), centrista, que representa a minoria sueca residente no sudoeste e oeste do país, registou uma descida ligeira da sua votação, enquanto os democrata-cristãos (KD) subiram ligeiramente nos votos, mas ambos mantiveram o mesmo número de eleitos.
Uma lista da direita liberal-populista, denominada Movimento Agora (Liike Nyt), conquistou um lugar. Por seu turno, a coligação de Åland (arquipélago esmagadoramente habitado por suecos, que constitui uma região autónoma finlandesa) conservou o seu representante.
Eis os resultados finais provisórios, com a percentagem de votos válidos e o número de lugares parlamentares (entre parêntesis, os resultados de 2015):
SDP (social-democrata)…………..17,7 (16,5) ----- 40 (34)
PS (extrema-direita)……………….17,5 (17,7) ----- 39 (38)
KOK (liberal-conservador)………...17,0 (18,2) ----- 38 (37)
KESK (centrista)……………………13,8 (21,1) ----- 31 (49)
VIHR (verde)………………………..11,5 ( 8,5) ----- 20 (15)
VAS (esquerda)……………………. 8,3 ( 7,1) ----- 16 (12)
SFP (minoria sueca, centrista)…… 4,5 ( 4,9) ----- 9 ( 9)
KD (democrata-cristão) …………... 3,9 ( 3,5) ----- 5 ( 5)
Outros ………………………………. 5,9 ( 5,5) ----- 2 ( 1)
Os votos brancos e nulos somaram 0,6% do total de votos (0,5%).
Por seu turno, a participação eleitoral foi de 68,7% dos eleitores, um ligeiro avanço relativamente ao anterior ato eleitoral, quando se cifrara em 66,8%.