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Coletes amarelos: organização assume fracasso

Decorreram na manhã de sexta-feira várias concentrações e tentativas de bloqueio de estradas que mobilizaram poucas pessoas. Arménio Carlos, líder da CGTP, fala em populismo. Catarina Martins sublinhou a tentativa de instrumentalização da extrema-direita.
José Pinto Coelho, do PNR, na manifestação. Fotografia: Twitter/Renascença
José Pinto Coelho, do PNR, na manifestação.

No Marquês de Pombal, em Lisboa, houve desacatos com a polícia e três manifestantes foram detidos. Em Braga, onde os protestos registaram maior expressão, houve pontapés e foram atiradas garrafas às viaturas que tentaram furar o bloqueio. No Nó de Francos, no Porto, chegou a haver bloqueio mas durou apenas alguns minutos: oito pessoas foram identificadas pela polícia. Há ainda notícias de confrontos noutros pontos do país. Mas a dimensão real do protesto ficou muito longe da sua expressão nas redes sociais.

Catarina Martins sublinhou que “o protesto não teve a dimensão que se esperava” e que “houve uma tentativa de instrumentalização da extrema-direita e as pessoas em Portugal sabem que não será daí que vem a solução para qualquer dos problemas da sua vida.”

A CGTP também se demarcou do protesto e das suas reinvidicações. Arménio Carlos, em entrevista à TSF classificou esta manifestação como “populista e anárquica”, considerou que “está deslocada das necessidades e anseios dos trabalhadores” e que “é um aproveitamento da extrema-direita para ocupar espaço.”

As ligações à extrema-direita tinham sido manchete nos jornais nos últimos dias. E algumas figuras políticas desta área, como José Pinto Coelho, do PNR, marcaram presença no protesto.

 

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