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Coletes amarelos: Oitavo dia de protestos junta 50 mil pessoas em França

As manifestações dos “coletes amarelos” reuniram este sábado cerca de 50 mil pessoas em toda a França, segundo dados fornecidos pouco antes das 20 horas, hora local, pela polícia. No último sábado, o pico de mobilização foi de 32 mil.

A prisão, na noite de quarta-feira, de Éric Drouet, uma das figuras mais mediáticas do movimento "coletes amarelos", e os outros atos desproporcionais de repressão que o poder ordenou às autoridades revitalizaram a mobilização. O intensificar dos protestos também responde aos ataques permanentes da comunicação social, que tem tentado colar o movimento à extrema-direita e rotulá-lo de mero grupo de arruaceiros.

As manifestações de coletes amarelos reuniram este sábado cerca de 50 mil pessoas em toda a França, segundo dados fornecidos pouco antes das 20 horas, hora local, pela polícia. No último sábado, o pico de mobilização foi de 32 mil. Os números são, no entanto, novamente desvalorizados pelo Governo francês, que procura minimizar a escala da mobilização.

Em Paris, foram comunicadas à autarquia duas principais ações: uma marcha a partir da praça de l’Hôtel-de-Ville até à Assembleia Nacional e uma concentração nos Champs-Élysées.

Durante o dia registaram-se focos de violência em vários pontos da capital francesa. De acordo com o Libération, alguns manifestantes tentaram invadir ministérios e o porta-voz do governo Benjamin Griveaux chegou a ser evacuado. A polícia utilizou gás lacrimogéneo de forma indiscriminada contra os manifestantes. Nas pontes da capital francesa, a batalha foi, inclusive, “corpo-a-corpo”, tal como refere Jean-Luc Mélenchon, líder da France Insoumise, numa publicação na sua conta de Twitter.

Os “coletes amarelos” iniciaram a sua luta contra um novo aumento da taxa carbono sobre os combustíveis em novembro, no entanto, as suas reivindicações rapidamente escalaram para uma maior justiça fiscal, com a progressividade dos impostos, e uma maior justiça social, com especial preocupação para o "bem-estar para os idosos". Os “coletes amarelos” reivindicam ainda a renacionalização das autoestradas, aeroportos e a proibição de privatizar as barragens e exigem o fim do pagamento dos juros da dívida, considerados ilegítimos. O combate à precariedade e a valorização dos salários, uma transição ecológica sustentável e outra política migratória são outras das suas preocupações.

A demissão de Emmanuel Macron tem sido uma exigência constante do movimento.

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