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Coimbra: Gouveia Monteiro quer "coragem política" para combater alterações climáticas

No debate autárquico na RTP3, o candidato do Movimento de Cidadãos por Coimbra assumiu a prioridade da recuperação da frente ribeirinha para revitalizar a baixa da cidade.
Jorge Gouveia Monteiro
Jorge Gouveia Monteiro no debate da RTP3

Jorge Gouveia Monteiro, independente que lidera a candidatura do Movimento de Cidadãos por Coimbra, um movimento “com subscritores de todos os partidos democráticos aqui presentes”, relembra que “um movimento de raiz cidadão como o nosso baseia-se numa forma de governar que ouve as pessoas” antes de tomar decisões, “trabalhando com cientistas, empresários e artistas, com as associações e os movimentos”.

“Aquilo que admirávamos em Jorge Sampaio era ser um homem sem fronteiras”, continuou. “Coimbra tem de ter socialistas desta matriz. Que saibam construir pontes, sem complexos de ouvir as pessoas sobre questões estruturantes como as ligações de caminho de ferro e as alterações climáticas”, relembrando que o executivo camarário “não foi capaz de corresponder ao movimento de cidadãos que pedia a declaração de emergência climática”.

“Os bons dirigentes antecipam problemas. Para combater as alterações climáticas vai ser necessária muita coragem política”, nomeadamente para “rever o Plano Diretor Municipal, muitos regulamentos municipais, vai ser preciso tomar medidas impopulares relativamente ao automóvel e à construção de imóveis”.

Manuel Machado, candidato do PS e presidente da câmara nos últimos dez anos, foi eleito para o cargo pela primeira vez em 1989. Neste debate voltou a defender a construção de um novo aeroporto na região Centro, desta vez através do Plano de Recuperação e Resiliência, apesar da cidade não ter uma estação de caminhos de ferro moderna, como o próprio admite. “A atual estação é classificada como um apeadeiro”.

A maioria dos cidadãos de Coimbra, diz Gouveia Monteiro, “olha para a câmara e diz «a câmara não é nossa, é do Machado»”, relembrando que o perfil de maiorias absolutas “costuma piorar à terceira volta”.

E elege a frente ribeirinha de Coimbra como prioridade da sua candidatura. “Entre a Estação Nova e o açude, Coimbra tem cerca de dez hectares na sua maioria públicos”, alguns dos quais pertencentes à Infraestruturas de Portugal que, afirma, deverá ceder os terrenos à autarquia. “É uma oportunidade única para revitalizar toda a baixa de Coimbra, fazendo a ligação entre o parque Manuel Braga e o Choupal, readquirindo prédios na baixa para o mercado público de habitação. Isto precisa de uma Câmara arrojada que, em torno dos valores de Coimbra, saiba acolher”, concluiu Gouveia Monteiro.

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