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Chefes da urgência de Hospital de Ponta Delgada também se demitem

Na Comissão de Saúde do Parlamento, o deputado do PS Luís Soares declara que “os últimos dias têm sido pródigos em boas notícias”, revelou Joana Mortágua. Contudo, estes foram os dias das demissões no Garcia de Orta e no Fernando Fonseca, agora seguidas pelos chefes do Serviço de Urgência do Hospital do Divino Espírito Santo.
Hospital Divino Espírito Santo em Ponta Delgada. Foto do Twitter da instituição.
Hospital Divino Espírito Santo em Ponta Delgada. Foto do Twitter da instituição.

Depois das demissões de chefes de serviço no Garcia de Orta e no Fernando Fonseca, é a vez dos chefes da urgência do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, Açores, comunicarem também a sua demissão. Os dois primeiros hospitais fazem parte do Serviço Nacional de Saúde, este está integrado no Serviço Regional de Saúde, sendo da responsabilidade do governo regional dos Açores.

Primeiro, na segunda-feira, foram os chefes de equipa do Serviço de Urgência Geral do Garcia de Orta, em Almada, a demitirem-se considerando que a escala de dezembro estava “abaixo dos mínimos”. Depois, na terça-feira, foram os chefes e subchefes das equipas do Serviço de Urgência de Medicina do Hospital Fernando Fonseca (conhecido como o hospital Amadora-Sintra), que se demitiram devido às condições de trabalho e segurança dos utentes não estarem asseguradas. O Sindicato Independente dos Médicos, que divulgou a carta de demissão dos 44 médicos daquele hospital pensa que ainda poderão haver mais demissões porque “há um grande número de hospitais em que as escalas estão abaixo dos mínimos” e “muitos hospitais em que os chefes de equipa têm alertado para estes problemas” diz o dirigente sindical Jorge Roque da Cunha.

Enquanto estas notícias são encaradas com preocupação no país, na Comissão de Saúde da Assembleia da República há quem discorde. O deputado Luís Soares do Partido Socialista declarou que “os últimos dias têm sido pródigos em boas notícias”, revelou Joana Mortágua que contrapõe com dados que dão outra perspetiva: “demissões nas urgências dos hospitais, 14 horas de espera, ameaça de encerramento de sei urgências obstétricas, anúncio de taxas moderadoras para grávidas”.

 

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