No folheto que apela à mobilização para a manifestação, que se realiza a um sábado, a CGTP insurge-se contra "a política do desemprego, da precariedade e da redução de direitos e dos rendimentos gerando incerteza e insegurança no presente e no futuro" e defende que "é preciso ir buscar dinheiro a quem o tem".
"É um escândalo que de Janeiro de 2010 até agora tenham sido movimentados mais de 3,5 mil milhões de euros através dos paraísos fiscais sem pagar 1 cêntimo de imposto", acusa a central sindical, defendendo ser "urgente a aplicação de um imposto sobre os movimentos bolsistas e as grandes fortunas, nomeadamente a das 25 famílias, que em Portugal têm uma fortuna acumulada de 17,4 mil milhões de euros, ou seja, mais de 10% do Produto Interno Bruto". "A alteração da legislação laboral é catastrófica para os trabalhadores, os jovens e as famílias e demolidora para o desenvolvimento económico e social do país", acusa ainda a CGTP.
"A CGTP defende quatro propostas indispensáveis para este país e considera que é possível pô-las em prática", disse o secretário-geral da Intersindical em conferência de imprensa. Carvalho da Silva defendeu que o país precisa de um sistema tributário mais justo, de investimento público e privado, de uma distribuição da riqueza mais justa e de valorizar o papel do trabalho na economia.
Esta segunda-feira, a CGTP pediu ainda uma reunião urgente ao governo para discutir o aumento do salário mínimo nacional. "Vamos bater-nos até à exaustão pelo aumento do salário mínimo nacional para os 500 euros", prometeu Carvalho da Silva, lembrando que em janeiro ele foi fixado em 475 euros, com o compromisso de uma reavaliação ser feita em Maio e Setembro.
As manifestações de 1 de Outubro assinalam também o 41º aniversário da central sindical e terão início às 15h do Saldanha aos Restauradores, em Lisboa, e da Praça da Batalha à Praça dos Leões, no Porto.