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CGTP: Centeno trata investimento público “como se fosse despesismo”

A central sindical contesta o Programa de Estabilidade 2018-2022 e defende que o país “precisa de mais investimento público para responder às necessidades de desenvolvimento económico e social”.
Mário Centeno, entre o comissário Pierre Moscovici e o diretor do Mecanismo de Estabilidade Europeu, Klaus Regling. Foto União Europeia ©

Em comunicado, a CGTP reagiu à apresentação do Programa de Estabilidade 2018-2022 pelo ministro das Finanças. Para a central sindical, o documento “baseia-se numa estratégia orçamental que se traduzirá em imensos custos para o futuro económico e social do país”. E alerta para “consequências muito pesadas” que este Programa traz no que respeita ao investimento público, aos serviços públicos e às remunerações dos trabalhadores do Estado.

“É o futuro do país que se sacrifica quando se impõe a constituição de elevadíssimos saldos orçamentais sem juros, que no ano passado ultrapassaram os 5,7 mil milhões de euros e em 2022 ascenderão a 10,2 mil milhões de euros”, sublinha a CGTP, acusando o ministro das Finanças de criar “uma falsa oposição entre despesismo e regresso ao passado” e de querer prosseguir uma estratégia orçamental “idêntica à que o Governo anterior também defendeu, com as consequências que hoje estamos a pagar”.

Em resumo, “o investimento público vai continuar a ser sacrificado, como se fosse despesismo”, acrescenta o comunicado da central sindical, defendendo em alternativa mais investimento público e dando os exemplos dos transportes ferroviários, do SNS, da educação, justiça, segurança e cultura.

Quanto à evolução salarial prevista neste Programa de Estabilidade apresentado na sexta-feira por Mário Centeno, a CGTP assinala que até ao fim de 2021 “o aumento da despesa decorre apenas da verba atribuída para efeitos de descongelamento das carreiras”, o que considera “inaceitável”. Tal como acontece com as projeções sobre o aumento dos salários reais, “que, em regra, são inferiores ao crescimento da produtividade, o que aponta para a manutenção duma tendência de declínio da parte dos salários na distribuição nacional”.

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