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CGTP apresenta queixa de “tortura psicológica” contra corticeira da Feira

A central vai apresentar queixa ao Ministério Público de “tortura psicológica” na empresa corticeira Fernando Couto, onde uma trabalhadora está a ser castigada com “trabalhos forçados”.
Arménio Carlos anunciou que a CGTP vai apresentar ao Ministério Público (MP) queixa de “tortura psicológica”, por parte da empresa sobre a operária - foto esquerda.net
Arménio Carlos anunciou que a CGTP vai apresentar ao Ministério Público (MP) queixa de “tortura psicológica”, por parte da empresa sobre a operária - foto esquerda.net

Nesta sexta-feira, 21 de setembro, realizou-se uma concentração de solidariedade com a trabalhadora Cristina Neves Tavares da corticeira Fernando Couto, vítima de grave caso de assédio moral. O protesto teve lugar em Paços de Brandão, no concelho de Santa Maria da Feira, à porta da empresa e nele participou o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

Na ação, Arménio Carlos anunciou que a CGTP vai apresentar ao Ministério Público (MP) queixa de “tortura psicológica”, por parte da empresa sobre a operária.

"Vamos apresentar queixa ao MP contra a empresa porque situações destas não podem continuar a existir no nosso país", declarou Arménio Carlos, segundo a agência Lusa.

O líder da CGTP lembrou que o problema se arrasta desde maio e apelou a que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) atue, uma vez que já fez várias inspeções à empresa na sequência de denúncias do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (SOCN).

"A ACT tem que trabalhar em tempo oportuno", afirmou Arménio Carlos, acrescentando que "ou anuncia as coimas pelas infrações e legalidades cometidas, ou solicitaremos uma reunião urgente com o Ministro do Trabalho, porque não podemos ter uma ACT que, em vez de estar do lado dos trabalhadores sujeitos a assédio e violações dos seus direitos, passa por estar, por inoperância, do lado dos patrões".

Durante o protesto, o diretor financeiro da Fernando Couto convidou Arménio Carlos a visitar a empresa para verificar que, segundo ele, as acusações não são verdadeiras. O secretário-geral da CGTP recusou o convite até que Cristina Tavares seja reintegrada no posto laboral correspondente à sua categoria profissional, como decidido judicialmente.

Alírio Martins, dirigente do SOCN, disse na sua intervenção que a empresa já tentou negociar uma rescisão contratual por mútuo acordo, mas Cristina Tavares "não quer vender o seu posto de trabalho" e por isso é sujeita a uma "crucificação".

Cristina Tavares juntou-se ao protesto no final do seu turno de trabalho, dizendo que passa metade do dia a carregar e descarregar a mesma palete e a "limpar o que está limpo".

Estiveram presentes na concentração, o eurodeputado do PCP Miguel Viegas e Joaquim Dias do Bloco de Esquerda. Ambos solidarizaram-se com a trabalhadora, tendo o bloquista salientado: “a ACT dá razão ao sindicato e a situação continua por resolver".

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