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Centro de Reabilitação do Norte passa para a gestão pública

O centro vai passar a ter gestão pública a partir de novembro, quando termina acordo com a Misericórdia. O Bloco de Esquerda tinha apresentado projeto, que foi aprovado na AR.
Centro de Reabilitação do Norte Dr. Ferreira Alves em Francelos, Vila Nova de Gaia – Foto de Estela Silva/Lusa
Centro de Reabilitação do Norte Dr. Ferreira Alves em Francelos, Vila Nova de Gaia – Foto de Estela Silva/Lusa

Segundo o “Jornal de Notícias”, a gestão do Centro de Reabilitação do Norte vai passar da Misericórdia, que detinha a gestão desde a entrada em funcionamento do centro em 2013, para a gestão pública assumida pelo Centro Hospitalar Gaia/Espinho.

O jornal desta quarta-feira, 11 de junho, lembra que o Tribunal de Contas criticou, em outubro de 2017, o acordo estabelecido entre o ministério e a Santa Casa da Misericórdia do Porto em 2013, para a gestão do centro. No entanto, o acordo foi renovado em novembro de 2017 e prolongado até 25 de novembro de 2018.

AR aprovou recomendação de gestão pública em março passado

Em fevereiro passado, o Bloco de Esquerda apresentou um projeto de resolução em que se recomendava a “Gestão pública do Centro de Reabilitação do Norte e a revisão do atual acordo com o Hospital da Prelada”.

Nesse documento, recordava-se o relatório da auditoria realizado pelo Tribunal de Contas, salientando que “não houve nenhum estudo nem nenhuma razão que justificasse a entrega do Centro de Reabilitação do Norte à gestão da Misericórdia do Porto”, havendo sim “a intenção do PSD e do CDS de entregar as unidades de saúde públicas a privados”.

Para “proteger o interesse público e defender o SNS”, o Bloco recomendou então: a avaliação da “capacidade instalada do SNS na área de influência do Hospital da Prelada”; a “revisão do acordo de cooperação com o Hospital da Prelada” e a implementação da “gestão pública do Centro de Reabilitação do Norte”.

Este projeto foi aprovado em março passado, com os votos favoráveis de Bloco, PS, PCP, PEV e PAN e os voto contra de PSD e CDS.

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