Célia Cavalheiro é candidata do Bloco à Assembleia Municipal de Pombal

06 de julho 2017 - 0:25

No passado sábado foram apresentadas as candidaturas da independente Célia Cavalheiro à Assembleia Municipal de Pombal e de João Domingues à Junta de Freguesia do Louriçal. A iniciativa contou com a presença do deputado bloquista Heitor de Sousa.

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Célia Cavalheiro referiu que o facto de ter sido convidada para encabeçar a lista de candidatos à Assembleia Municipal de Pombal “mostra a abertura do Bloco à sensibilidade política dos independentes do concelho, e quebra com a lógica de carreirismo político que tanto tem ensombrado o nosso concelho”.

Lamentando o facto de o poder local se sentir “incomodado pela participação cívica dos Pombalenses”, a candidata afirmou que “é precisamente esta postura que o Bloco se propõe a combater e, em sentido contrário, apela a mais e melhor participação da população, sendo este o melhor caminho para conhecer as preocupações de todos”.

Nesse sentido, a candidatura bloquista propõe que a intervenção dos munícipes tenha lugar no início de cada assembleia, invertendo o praticado até à data, e a realização de Assembleias Municipais noutras freguesias do concelho, de forma rotativa, para estar mais perto dessas populações.

“Vivemos em democracia, pois vivemos. Mas é uma democracia algo pobre e débil neste concelho, onde as pessoas têm medo de se insurgir contra o poder, ou até de o questionar, pois sofrem represálias a nível profissional e/ou pessoal”, sinalizou Célia Cavalheiro, acrescentando que “os munícipes não são devidamente informados ou consultados sobre os projetos a implementar no concelho”.

A candidatura quer “também tornar prioritárias as necessidades desportivas e culturais do concelho”. Nesse sentido, propõe a implementação de um Parque Radical para a prática de actividades de BMX, skate, trotineta, patins e afins; a execução de um Parque Verde do Arunca completo e integrado nas margens do nosso rio; e a reabilitação e reconversão da Casa Varela num centro de artes e espetáculos, vocacionado para albergar os artistas da terra.

João Domingues encabeça a candidatura à Junta de Freguesia do Louriçal

O candidato à Junta do Louriçal, João Domingues, apontou que, no que respeita a obras e investimentos, “as três palavras-chaves que definem o objetivo deste mandato são Promover, Valorizar, Requalificar”. “Estas são três das coisas que pretendemos para projetos como o mercado do Louriçal”, afirmou João Domingues. O candidato deixou ainda os exemplos da recuperação da Fonte/Ribeiro do Louriçal, da requalificação do Pavilhão Gimnodesportivo da freguesia e de um trajeto pedonal até à Fonte da Pedra.

O Desporto e Cultura são também prioridades da candidatura à Junta do Louriçal. Os bloquistas querem promover e apoiar o desporto entre associações de todas as localidades da freguesia, bem como integrar e valorizar os mais jovens para que estes contribuam mais para o desenvolvimento da nossa freguesia.

No que respeita à Saúde, a candidatura propõe alargar o centro de saúde do Louriçal e criar um serviço de atendimento permanente ou prolongado (SAP) a par de integrar uma sede de cuidados continuados e paliativos.

Na aérea da Segurança e Mobilidade, os compromissos do Bloco passam pelo apoio aos bombeiros, para que exista uma equipa de emergência vinte e quatro horas por dia, e a adoção de uma sede de transportes entre localidades da freguesia, que no futuro possa ser cem por cento ecológica.

Já no que concerne a Tecnologias, Inovações e Criatividade, João Domingues avançou que a candidatura pretende, nomeadamente, valorizar e incentivar o consumo de energias renováveis e realizar ações de formação e propagandas com o objetivo de consciencializar a população da importância da não poluição, da poupança de água e energia.

Contra o clima do medo, queremos mais democracia

Gonçalo Pessa, candidato à Câmara Municipal de Pombal, disse que o Bloco “é uma força que tem pensamento próprio e propostas novas, transformadoras, para melhorar as nossas vidas” e “quer trazer essas propostas para discussão pública, discutir com toda a gente como podemos melhor a nossa comunidade”: “Contra o clima do medo nós queremos mais democracia”, vincou.


Gonçalo Pessa, Célia Cavalheiro e Heitor de Sousa (na foto da esquerda para a direita)

Destacando que “não pode haver democracia quando não há mobilidade”, Gonçalo Pessa defendeu que “assegurar a todos os munícipes o usufruto de uma mobilidade plena é uma obrigação fundamental a qualquer gestão autárquica que prese e que respeite os direitos básicos dos seus cidadãos”.

“Em Pombal apenas 13% da população usa transportes coletivos. A rede de transportes públicos é insuficiente e deve ser alargada”, assinalou o candidato, enumerando algumas das propostas do Bloco nesta área, entre as quais o alargamento da rede de transportes Pombus, de modo a que este faça a ligação entre as vilas do concelho e a cidade; a defensa da eletrificação da linha ferroviárias do Oeste e o aumento da periodicidade de passagem de comboios; a promoção de uma política tarifária que permita que jovens, idosos mas também desempregados possam usufruir dos transportes públicos de forma gratuita; e a redução do preço dos passes e dos títulos e criação de passes intermodais.

Gonçalo Pessa destacou também a necessidade de combater a sinistralidade rodoviária e de, consequentemente, defender junto das entidades competentes a requalificação da IC2 na faixa Coimbra-Leiria.

Democracia e justiça na economia

Argumentando que “não existe democracia nem direitos sociais sem uma economia democrática, sem emprego de qualidade, nem existe emprego de qualidade sem direitos sociais e democráticos”, o candidato bloquista vincou que “queremos democracia e justiça na economia, por isso nós queremos um outro modelo de desenvolvimento local”.

“Um modelo assente na prosperidade local e na valorização do trabalho e da democracia e não nos dividendos dos investidores estrangeiros”, clarificou.

Nesse sentido, o Bloco pretende trabalhar com as empresas e estudar as áreas onde falta produção local e criar emprego nessas áreas, bem como apoiar os trabalhadores que pretendam comprar as empresas onde trabalham, e apoiar empresários que querem preparar a sua sucessão ajudando-os a passarem-nas aos empregados. Os bloquistas querem ainda promover uma rede de cooperativas e apoiar a criação de cooperativas de trabalhadores, “orientando a produção económica não para o lucro mas para o bem comum”.

“No fundo, queremos um modelo económica que tape a fuga de riqueza e de poupanças do concelho, a fuga de jovens, a fuga de massa crítica”, vincou.