“A economia em Portugal está a recuperar, e isso é bom para toda a gente, desde logo as empresas veem a recuperação nos seus resultados, desde que começámos um processo de recuperação de salários e pensões”.
Foi desta forma que Catarina Martins começou por responder ao patrão dos patrões que, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, se queixou de o Orçamento do Estado para 2018 criar “expetativas às famílias, mas deceção às empresas”.
“Nenhuma economia cresce num sítio em que quem vive do seu trabalho não tem direitos”, prosseguiu a dirigente bloquista, antes de sublinhar que é preciso também “reconstituir direitos e salários do privado”, setor também “muito atacado no tempo da troika”.
E rematou: “com a mesma força que lutamos pelos direitos dos trabalhadores do Estado, também lutamos pelas alterações que permitem reconstituir direitos e salários no setor privado".
Questionada pelos jornalistas sobre a subida do Salário Mínimo, a deputada bloquista referiu que "o Bloco de Esquerda considerou logo em 2015 que o Salário Mínimo Nacional devia ser de 600 euros o quanto antes”, lembrando todavia que o acordado com o PS, aquando da formalização do executivo socialista, foi um aumento de pelo menos 5% ao ano, o que levará a que a remuneração mínima chegue aos 580 euros em 2018 e aos 600 euros em 2019, último ano da legislatura.