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Catarina quer aumentar oferta de transportes públicos e "caminhar para a gratuitidade dos passes"

Para a coordenadora do Bloco, é necessário “que a norma seja o transporte coletivo e não o carro individual”. Só assim se consegue “responder ao grande desafio do mundo neste momento, que são as alterações climáticas”.
Catarina Martins à chegada da travessia no rio Tejo, no Cais do Sodré

Numa ação de pré-campanha eleitoral esta segunda-feira, Catarina Martins fez a travessia do rio Tejo entre Cacilhas e o Cais do Sodré. Em declarações à imprensa, disse que “o transporte marítimo é um dos transportes coletivos que é muito importante", embora haja ainda "tanta gente presa nas filas das pontes no seu carro individual porque este transporte não lhe serve”.

O objetivo da ação era chamar a atenção para dois pontos fortes do programa eleitoral do Bloco. Em primeiro lugar, “a absoluta necessidade de mais transporte coletivos, nas suas diversas formas. Precisamos de mais barcos e de barcos de melhor qualidade, mas precisamos de mais comboios e mais autocarros, precisamos de ter transportes coletivos que se adaptem à transição energética”.

O segundo ponto que motivou a ação é a exigência de “caminharmos para a gratuidade dos passes”, sublinhou Catarina Martins, acrescentando que “nós precisamos que a norma seja o transporte coletivo e não o carro individual, só dessa forma é que conseguimos reduzir as emissões, alcançar objetivos de neutralidade carbónica e responder ao grande desafio do mundo neste momento, que são as alterações climáticas”.

A coordenadora nacional do Bloco lembrou que em 2015 estavam a caminho as privatizações da Carris, do Metro, da STCP e tinha havido um enorme aumento do preço dos passes, mas a situação foi revertida com a maioria parlamentar de esquerda formada depois das eleições desse ano. No entanto, Catarina Martins afirma que “esse caminho foi muito importante, mas não chega e é preciso dar outro passo, como garantir que os transportes coletivos são melhores, mais eficientes, mais confortáveis, que sirvam melhor a população, não só nas áreas metropolitanas, mas também em todo o país porque há muitos zonas que nem sequer há oferta de transporte coletivo”.

Para a coordenadora bloquista, “este caminho é fundamental para o ambiente, é fundamental para a carteira das famílias e para a economia portuguesa”.

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