Catarina pede responsabilidades por “falhanços em funções essenciais do Estado”

02 de julho 2017 - 19:35

A coordenadora do Bloco de Esquerda criticou a forma como o Governo PSD/CDS-PP “cortou irresponsavelmente no Estado”, mas também o PS que já “deveria ter dado resposta a estas necessidades de serviços públicos”.

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Catarina Martins em Salvaterra de Magos - Foto de Miguel A. Lopes/Lusa
Catarina Martins em Salvaterra de Magos - Foto de Miguel A. Lopes/Lusa

Catarina Martins esteve neste domingo em Salvaterra de Magos, onde assistiu à apresentação da candidatura do Bloco de Esquerda neste concelho, que é encabeçada por Ana Cristina Ribeiro para a Câmara Municipal.

A coordenadora do Bloco manifestou “perplexidade” e “preocupação” por “no momento em que estamos a discutir como o Estado falhou tanto na tragédia de Pedrógão Grande, sermos surpreendidos com notícias de outras áreas que mostram este falhanço em tarefas fundamentais do Estado”. “E falo-vos do roubo de armamento em Tancos, que é seguramente um roubo que não se consegue explicar e que tem uma enorme gravidade pelo armamento roubado, de que ainda não sabemos o destino e ainda não foi resgatado. E também porque ficámos a saber da vigilância inexistente”, apontou a deputada.

“Acho que estas descoordenações e falhanços em funções essenciais do Estado precisam naturalmente que sejam assumidas responsabilidades”, afirmou Catarina Martins.

“Podemos olhar para o Governo PSD/CDS-PP e para a forma como cortou irresponsavelmente no Estado, mas também temos que pensar que o Partido Socialista está no Governo e que há mais de um ano e meio aprovou Orçamentos do Estado e que deveria ter dado resposta a estas necessidades de serviços públicos”, criticou a coordenadora bloquista.

Catarina Martins criticou também que “no último ano, há 1.600 milhões de euros que não foram gastos, para reduzir o défice ainda mais do que já estava previsto”, apontando que “se vê bem a falta que eles fazem em todos os serviços públicos e no funcionamento do próprio Estado”.

“Nos próximos dias será preciso responder a todas as perguntas sem resposta. Será necessário apurar todas as responsabilidades (...) destes falhanços do Estado, mas seguramente é também preciso tirar também responsabilidades na política que é seguida e compreender que asfixiar o Estado e os serviços públicos é um risco enorme que não podemos continuar a correr”, salientou Catarina Martins.

“Sabemos que o Estado não são gorduras. O Estado é a organização do país, são os serviços públicos fundamentais e é por eles que lutamos a cada dia, porque a primeira resposta tem que ser para com as pessoas e para com o funcionamento do nosso país”, concluiu a coordenadora do Bloco de Esquerda.