Catarina Martins: “temos um problema de transparência e de condições de igualdade”

11 de maio 2018 - 21:30

Numa visita ao Centro de Emprego do Seixal, a coordenadora do Bloco voltou a criticar os atrasos no PREVPAP: “o processo é importantíssimo. Estão em causa dezenas de milhares de trabalhadores que trabalham há décadas em situação precária”.

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Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

Estando em curso o programa de regularização de precários na administração pública, o Bloco está a identificar dois problemas: “o atraso do processo e critérios diferentes em algumas áreas”. Essas áreas dividem-se essencialmente entre “outsourcing, universidades (pessoal administrativo incluído e professores não) e o IEFP (pessoal administrativo e técnico incluído e os professores não)”.

“Precisamos de garantir que o processo de regularização de precários é uniforme em todo o país, que cumpre os prazos e os critérios e não deixa ninguém para trás”, afirma Catarina Martins, referindo a situação das “30 mil pessoas que devem ser vinculadas”.

A coordenadora do Bloco informou ainda que o partido "pediu audição em todas as comissão com áreas envolvidas no PREVPAP”, de forma a que haja “uma completa transparência neste processo”. Criticando os atrasos deste processo, considera que “está mais do que na altura do processo avançar e dar resposta aos precários”.

O processo em questão é “importantíssimo”, na medida em que “estão em causa dezenas de milhares de trabalhadores que trabalham há décadas em situação precária”. Contudo, "quando temos critérios diferentes para trabalhadores da mesma instituição, como acontece no IEFP (para uns trabalhadores o processo está a andar, para outros não avança), temos um problema de transparência e de condições de igualdade”, finalizou a coordenadora do Bloco.