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Catarina Martins solidária com trabalhadores da cervejaria Galiza

A coordenadora do Bloco almoçou este domingo na cervejaria Galiza no Porto, manifestando a sua solidariedade com os trabalhadores, e, em declarações à comunicação social, defendeu a revisão da legislação sobre os PER – Processo Especial de Revitalização.
Catarina Martins almoçou na cervejaria Galiza, manifestando a sua solidariedade com os trabalhadores
Catarina Martins almoçou na cervejaria Galiza, manifestando a sua solidariedade com os trabalhadores

Segundo a Lusa, Catarina Martins manifestou a sua solidariedade com os trabalhadores da cervejaria Galiza, “porque a situação deles é muito complicada” e recordou que “os trabalhadores foram confrontados com o facto dos donos da empresa estarem a tentar tirar tudo das instalações, não lhes pagando os salários que lhes devem”.

“Os trabalhadores fizeram o que deviam, organizaram-se, chamaram a polícia, não deixaram que lhes levassem as coisas, e estão a trabalhar. Quem aqui vier está a contribuir para estes trabalhadores, para os seus salários, que são devidos, e eu estou aqui também solidariamente com eles”, afirmou.

A coordenadora bloquista defendeu ainda que “este é um bom momento para rever toda a legislação sobre estes PER que em tantas empresas tem dado uma total desproteção dos trabalhadores”.

No twitter, Catarina Martins deu os parabéns aos trabalhadores pela sua luta:

A melhor solução para os trabalhadores era manter a cervejaria aberta”

Em declarações aos jornalistas, António Ferreira, trabalhador da cervejaria há 33 anos, disse: “a melhor solução para os trabalhadores era manter a cervejaria aberta, se isso não for possível que se feche de uma forma legal e garantindo todos os nossos direitos”.

Desde a passada segunda-feira, os 31 trabalhadores mantêm-se dia e noite, de forma alternada, na cervejaria e fazem uma “gestão diária”, desde terça-feira.

“Trabalho aqui há 33 anos, nos últimos anos percebemos que o futuro poderia não ser muito bom, mas acreditámos sempre que poderia ter um final feliz, até porque foram surgindo vários investidores interessados”, disse António Ferreira, referindo que vão “manter esta situação, independentemente do que acontecer, até porque está previsto o corte de luz, água e gás”.

A tentativa de resolução da situação passa pelo recurso a um PER, aceite pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, e pela chegada de um gestor. Para terça-feira está marcada uma reunião no Ministério do Trabalho com a gerência da Cervejaria Galiza, segundo a Lusa.

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