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Catarina: “Habitação tem de ser uma prioridade nas autarquias”

Catarina Martins afirmou que “chega desta política velha em que as autarquias nas últimas décadas encolheram os ombros e não quiseram saber das condições concretas da vida” das populações. E frisou que o Bloco é a força política “que garante que o investimento prometido é em nome das pessoas”.
Foto Esquerda.net

A coordenadora bloquista lembrou que, durante a “campanha grande que foi feita por todo o país”, o Bloco apresentou propostas e ouviu as pessoas na rua, os jovens que não conseguem sair de casa dos pais, aqueles que, depois de pagarem a renda da casa, “já não ficam com salário para chegar ao fim do mês”, ou quem foi expulso da sua casa pela especulação imobiliária.

Para muita gente, “a casa, em vez de ser a segurança, tornou-se no medo porque a especulação imobiliária vai expulsando quem vive nos nossos concelhos, nas nossas cidades”, frisou Catarina Martins.

“E por isso que aqui estamos com este compromisso”, continuou a dirigente do Bloco, salientando que “a habitação tem de ser uma prioridade nas autarquias”.

“Chega desta política velha em que as autarquias nas últimas décadas encolheram os ombros e não quiseram saber das condições concretas da vida das pessoas”, afirmou Catarina Martins.

Conforme enfatizou a coordenadora bloquista, as autarquias “entregaram a habitação ao mercado, como se pudesse o mercado responder ao direito à habitação”, conformaram-se que “os carros invadissem as cidades” e que “o transporte individual se transformasse na norma” e o transporte coletivo não existisse.

Catarina fez referência aos milhões que estão prometidos ao país, salientando que o Bloco é a “força política que garante que o investimento prometido é em nome das pessoas” e não de “uma elite que enriquece”.

Assinalando que o Bloco defende sempre o “interesse público” e denuncia “a economia do privilégio”, a dirigente bloquista afirmou que a “alternância dos mesmos partidos de sempre deixou de trazer proposta que sirva ao país”.

De acordo com Catarina Martins, “é possível fazer diferente”: “Uma autarquia não é uma central dos negócios que aparecem”, vincou, apontando que esta deve “cuidar da comunidade, ter serviços essenciais”, estar “ao lado das pessoas”.

A coordenadora do Bloco recordou que o primeiro ministro se esqueceu que garantiu em 2018 que queria chegar aos 50 anos do 25 de Abril assegurando que não existia carência habitacional no país, já que o plano de recuperação e resiliência só contempla 26 mil casas, face às 46 mil famílias que necessitam de resposta. Acresce que, ao invés de apontar esse objetivo para 2024, atira-o para 2026.

Se há milhões, “eles têm de servir para investir na dignidade de quem trabalha, de quem trabalhou toda uma vida, de quem constrói este país”, defendeu Catarina Martins.

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