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Catarina desafia Centeno a executar investimento público

As boas notícias da execução orçamental devem levar o governo a autorizar de imediato a despesa prevista em investimento em sectores como a Educação e Saúde, defendeu a coordenadora bloquista.
Foto Paulete Matos

Os dados da execução orçamental revelados esta sexta-feira apontam para um défice de 1.9% do PIB (há um ano era de 3.1%) e um crescimento de 3% no segundo trimestre deste ano. Para Catarina Martins, estes números “vêm dar razão ao que o Bloco de Esquerda sempre defendeu: recuperação de salários e pensões significa a economia a crescer, significa mais emprego e o país em melhores condições”.

Por isso, este “é o momento de retirar a consequência e executar a despesa que está prevista em investimento público”, defendeu a coordenadora do Bloco, dando o exemplo das escolas a precisar de obras “e que estão à espera de autorização das Finanças”, ou dos centros de saúde e hospitais que precisam de substituir equipamento obsoleto e que esperam por essas autorizações de despesa.

“Não se pode esperar mais, as contas públicas mostram que isso é possível e desejável”, sublinhou Catarina, acrescentando que “não temos de esperar pelo Orçamento do próximo ano para fazermos melhor” e lançando o desafio a Mário Centeno para “autorizar o investimento que já está orçamentado para este ano”.

Catarina lembra promessa de Passos Coelho de votar nas esquerdas caso resultasse esta estratégia orçamental

Questionada pelos jornalistas sobre a reação de Passos Coelho, que destacou a revisão em alta dos números do crescimento relativos ao ano de 2015, Catarina Martins afirmou que “seria bom que o líder do PSD nos acompanhasse até 2017 para podermos discutir a situação do país”.

“Pedro Passos Coelho afirmou que se esta estratégia orçamental resultasse, apelaria ao voto nas esquerdas. Estamos nas eleições autárquicas, não sei se pretende cumprir esse compromisso…”, ironizou a cordenadora do Bloco durante uma ação de campanha do Bloco em Vila Nova de Famalicão.

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