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Catarina apela a Centeno para assinar autorizações de despesa com o SNS

“No INEM não faltam só as ambulâncias, também faltam 300 profissionais”, lembrou Catarina Martins esta segunda-feira. A coordenadora do Bloco diz que este é só um exemplo do investimento orçamentado que não avança por falta da assinatura do ministro das Finanças.
Catarina Martins e Moisés Ferreira na Feira de Espinho. Foto Paula Nunes.

Durante a visita à feira de Espinho na manhã de segunda-feira, acompanhada pelo líder parlamentar bloquista Pedro Filipe Soares, do deputado Moisés Ferreira e outros candidatos do Bloco às legislativas no círculo de Aveiro, a coordenadora do Bloco destacou a necessidade do investimento público no setor da Saúde e a resistência do governo e executar o que está orçamentado.

“Manter o SNS estrangulado à espera das assinaturas de autorização de despesa do ministro das Finanças que não chegam é um risco grande. Um risco para as pessoas que precisam de cuidados de saúde, um risco para o SNS que precisa de ser mais forte e não mais degradado, e é um risco para a nossa economia”, declarou Catarina Martins aos jornalistas.

Referindo-se ao alerta deixado numa entrevista dada pelo presidente do Instituto Português de Oncologia, que vê o Estado a contratualizar com os privados serviços que os hospitais públicos deixam de fazer por falta de capacidade, Catarina lembrou  que atualmente, graças a uma proposta do Bloco, não são permitidas as cativações orçamentais na Saúde.

Por isso, deixou o apelo a Mário Centeno: “Assine tudo aquilo que tem na sua secretária para o SNS, para os hospitais que estão à espera do investimento de que precisam, que está orçamentado e que aguarda uma assinatura para poderem ter os profissionais e os meios de que precisam”.

“No INEM não faltam só as ambulâncias, também faltam 300 profissionais”, prosseguiu Catarina, acrescentando que “em tantos hospitais deste país se aguarda a assinatura de Mário Centeno para terem os profissionais e os meios necessários”.

“O caminho passa por continuar a recuperar rendimentos, mas também pelo investimento público”

Questionada pelos jornalistas sobre os elogios da imprensa económica internacional ao desempenhou da economia portuguesa nos últimos anos, Catarina sublinhou a principal diferença do nosso país para os restantes. É que enquanto em muitos países “se manteve uma doutrina de cortar em salários e pensões, [aqui] houve a força à esquerda para uma maioria parlamentar que recuperou salários e pensões”. Embora defenda que essa recuperação ficou aquém do que o país precisa, a coordenadora do Bloco sublinha que “há uma diferença entre corte e reposição: estes quatro anos foram de reposição e isso fez a nossa economia mais forte”.

“Hoje na Alemanha e noutros países discute-se como é necessário agora ter uma fase de investimento público para prevenir futuras crises. E também em Portugal nós precisamos não só aprofundar o caminho da recuperação de salários e pensões, como também fazer um caminho de investimento público que torne o nosso país mais forte”, concluiu.

 

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