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Catarina afirma que “todo o país perde” com intransigência do Governo

À saída de uma reunião com a Fenprof, a coordenadora bloquista criticou o facto de o ministro das Finanças ter recusado à partida uma das medidas que é fundamental para o Bloco: acabar com o corte do fator de sustentabilidade para que existam “pensões mais justas”.
Fotos Esquerda.net.

“Um Orçamento do Estado que não responde ao país, perde todo o país. Nós sabemos disso no Bloco de Esquerda e trabalhamos para um Orçamento do Estado que responda às necessidades do país”, afirmou Catarina Martins após uma reunião com o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.

“Devo dizer que acho que não é uma boa forma de resolvermos as questões que temos tão importantes daqui até à votação do Orçamento, ouvir o ministro das Finanças, como ouvi ontem, dizer que acha que é impossível mexer no corte do fator de sustentabilidade”, assinalou.

Para a dirigente bloquista é pouco compreensível que “um corte que é tão penalizador para algumas pessoas que trabalharam toda a sua vida, mas que na verdade têm uma existência tão breve na Segurança Social, não possa acabar” para que existam “pensões mais justas”.

“Que o ministro das Finanças venha recusar ontem uma das medidas que é fundamental para o Bloco, como acabar com o corte do fator de sustentabilidade nas pensões, nomeadamente nas pensões que foram calculadas entre 2014 e 2018 para pessoas que têm muito longas carreiras contributivas, parece-nos um péssimo início de conversa”, reforçou.

Ausência de medidas na Educação "é imagem da falência da proposta do Governo”

Catarina Martins apontou ainda que neste Orçamento há “uma enorme lacuna, e essa lacuna é a Educação”.

“Não existe nada sobre Educação. Nós temos em Portugal um problema grave e não compreendemos como é que é possível o Orçamento do Estado nada dizer sobre isto”, referiu a coordenadora bloquista.

Catarina Martins lembrou que 40 mil alunos e alunas “não têm as aulas todas porque, pura e simplesmente, não há professores” e que, na próxima década, metade dos professores irão entrar na reforma. Em algumas áreas e disciplinas a percentagem sobe para os 80 ou 90%. Acresce que “não há jovens a entrar na carreira” e também “não há nenhuma forma de vincular professores à escola pública para que eles queiram ficar”, pelo que a maior parte dos docentes são precários até aos 50 anos e aos 20 de carreira.

“O facto de o Orçamento não ter uma linha sobre como resolver este problema é imagem da falência da proposta do Governo”, concluiu Catarina Martins.

 

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