Catarina acusa Cavaco de sujeitar o país a uma perda de tempo

30 de outubro 2015 - 11:47

Catarina Martins acusou o Presidente da República de sujeitar o país a uma perda de tempo ao indigitar Passos Coelho e apontou que o Governo PSD/CDS, que toma posse nesta sexta-feira, “empata o país” mas está a servir para a direita “desempatar os seus negócios”.

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Catarina Martins afirma que o governo PSD/CDS “empata o país” mas está a servir para a direita “desempatar os seus negócios” - Foto de Luís Forra/Lusa

Nesta quinta-feira, 29 de outubro, realizou-se uma sessão do Bloco de Esquerda em Faro, em que intervieram João Vasconcelos e Catarina Martins.

A porta-voz do Bloco acusou Cavaco de fazer o país perder tempo e salientou que, apesar disso, este tempo está a ser aproveitado para dar maior solidez a uma alternativa de governo que trave o empobrecimento.

"Cada dia desta perda de tempo de Cavaco Silva, é um dia que serve para trabalhar os pontos mais complicados, mais complexos, para dar mais estabilidade, mais garantia e mais segurança a uma solução de Governo alternativa a PSD/CDS", sublinhou.

Catarina Martins denunciou as “chantagens” que sofre a busca de “um governo apoiado à esquerda que possa quebrar o ciclo de empobrecimento”, desde logo as chantagens de Cavaco Silva contra Bloco de Esquerda e PCP.

A portas-voz realçou então que a “chantagem” dá a medida do medo que a direita tem de um governo que rompa com o empobrecimento, destacou que “quando o medo muda de lugar há sorrisos que crescem” e apontou: “Há uma coisa que conseguimos, que a vontade de mudança é para ser levada a sério. A democracia precisa de esperança”.

Na sessão, na fase de perguntas e respostas, Catarina Martins denunciou também a escolha do ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro para o Fundo de Resolução do Novo Banco, pelo Banco de Portugal.

"Até tivemos agora Sérgio Monteiro, o homem que ficou conhecido por estar no Governo a vender tudo o que havia para vender e que, agora que o Governo acaba, e que agora que teria que sair do Governo, vem o Banco de Portugal chamá-lo para o Fundo de Resolução para ele ir vender o Novo Banco", criticou.

Sobre as eleições presidenciais, a porta-voz do Bloco defendeu que a esquerda se deve bater "para que nenhum candidato da direita tenha mais de 50% dos votos", para que não se estenda uma "passadeira vermelha" à direita.

Catarina Martins apontou que, se houver segunda volta, o Bloco não faltará à convergência sobre o candidato que a puder disputar, e destacou: "Mas também vos digo que esse candidato pode mesmo ser a Marisa e portanto espero que todos tenham exatamente a mesma abertura que nós temos".