O referendo na Catalunha decorre este dia 1 de outubro sob uma inédita pressão policial e institucional do governo de Mariano Rajoy. O Esquerda.net acompanhou ao longo do dia todos os desenvolvimentos essenciais.
23:35. Anúncio dos resultados por parte do govero catalão. A participação foi de 2.26 milhões de pessoas. O voto Sim ganhou por cerca de 90%, com pouco mais de 2 milhões de votos. O Não obteve 176 mil, os votos brancos rondaram os 45 mil e os nulos 20 mil.
22h16. Puigdemont abre a porta à declaração de independência
21h30. Milhares de pessoas concentraram-se na Praça do Sol, em Madrid, numa iniciativa de solidariedade com as vítimas da repressão e o direito a decidir por parte do povo catalão.
"Madrid está con el pueblo catalán", "sí, sí, sí, derecho a decidir", proclamas en la Puerta del Sol en este momento. pic.twitter.com/LI36wSntZw
— La Marea (@lamarea_com) 1 de outubro de 2017
21h20. Mariano Rajoy fez uma declaração à imprensa sem direito a perguntas dos jornalistas. Afirmou que “não houve referendo na Catalunha” e agradeceu à Polícia Nacional e à Guardia Civil pela sua ação na repressão dos eleitores catalães. Deixou um apelo a todos os partidos parlamentares para se encontrarem para refletir sobre os acontecimentos das últimas semanas.
21h18. Serviços de saúde catalães atualizam número de feridos para 844. Os dois feridos mais graves devem-se a uma ferida num olho causada por uma bala de borracha e a um enfarte.
21h13. Centrais sindicais, empresários e promotores do referendo apelam a uma greve geral para o dia 3 de outubro na Catalunha. A convocatória tinha sido feita na semana passada por sindicatos como a CGT.
20:00. Depois dos ataques e ameaças de processos que receberam ao longo do dia por parte dos sindicatos da Polícia nacional e Guardia Civil, a polícia catalã parabenizou os seus elementos por terem cumprido as ordens recebidas “com os princípios que inspiram a nossa nobre profissão”.
Gràcies @mossos per la feina i compromís i per complir les ordres rebudes amb els principis q inspiren la nostra noble professió. Continuem
— Mossos (@mossos) 1 de outubro de 2017
19h30. Governo catalão atualiza o número de feridos da repressão ao referendo para 761 pessoas, 3 das quais em estado grave.
18h30. Nova conferência de imprensa na Generalitat. O porta-voz do governo, Jordi Turull, afirmou que “O Estado espanhol é a vergonha da Europa” e “terá de responder diante dos tribunais internacionais” pela violência da repressão contra os leitores do referendo. Segundo o porta-voz do governo catalão, 319 locais eleitorais foram fechados, entre os mais de 2000 que serviram para votar. Os eleitores das mesas fechadas pela polícia são encaminhados para outros locais de votação. As longas filas em muitos deles levarão ao alargamento do horário das mesas de voto. Quanto ao anúncio de resultados, Turull pediu paciência: “O dia será longo”, avisou.
18h05 - Conselho de Informação da TVE denuncia a falta de independência e pluralidade na cobertura do referendo 1-O. O conselho interno da televisão pública espanhola, que é formado por 13 profissionais eleitos, denunciou esta tarde em comunicado onde denuncia a "parcialidade das informações apresentadas hoje tanto no canal La1 como no Canal 24h".
17h27 - Podemos pede a demissão de Rajoy e chama o PSOE para uma moção de censura.
17h15 - Juízes lançam investigações judiciais sobre seis Mossos acusados de "inação" perante o referendo.
17h12 - O jogo começa no Campo Nou vazio. A imagem é simbólica.
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16h31 - Paul Mason, colunista do The Guardian escreve: "policiamento militar - com balaclavas e armadura de corpo contra demonstrações passivas nos centros de voto. Atividade clássica numa democracia neoliberal".
Militarised policing - with balaclavas and body armour versus passive demos at polling booths. Classic activity of neoliberal democracy
— Paul Mason (@paulmasonnews) October 1, 2017
16h28 - Ada Colau fala em 460 feridos e exige o fim das ações policiais contra a população.
"All police operations against us, a people calling for rights and freedoms, must stop." @AdaColau pic.twitter.com/OCjEP7hyqd
— Ajuntament de BCN (@bcn_ajuntament) October 1, 2017
16h01 - Marcha de solidariedade com a Catalunha neste momento em Edimburgo, em direção ao consulado de Espanha na capital da Escócia.
Edinburgh crowds now marching from Spanish Consulate to EU Commission to protest silence over repression against #CatalanReferendum pic.twitter.com/GEjD6HzeRW
— Gordon Maloney (@gordonmaloney) October 1, 2017
15h55 - Marisa Matias escreve em catalão contra a violência policial.
Recórrer a la violència i l'opressió per evitar que els drets civils, admetin la derrota i la por a la democràcia #CatalanReferedum
— Marisa Matias (@mmatias_) October 1, 2017
15h44 - Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia e líder do SNP, condena a violência policial na Catalunha e pede que Rajoy mude de curso "antes que alguém se magoe seriamente". Termina por dizer "deixem as pessoas votar de forma pacífica".
2/2 and call on Spain to change course before someone is seriously hurt. Let people vote peacefully.
— Nicola Sturgeon (@NicolaSturgeon) October 1, 2017
15h36 - Depois de, durante a manhã (ver 11h12) os bombeiros catalães protegerem a população da Polícia de Rajoy em vários centros de voto, a polícia decidiu agora atacar também os bombeiros.
Spanish police attacking Catalan firefighters who were trying to protect #CatalanReferendum voters. pic.twitter.com/3ipPH3X5jL
— Catalans for Yes (@CatalansForYes) October 1, 2017
15h33 - A Esquerda Europeia (GUE/NGL) questionou oficialmente a Comissão Europeia sobre a violação dos direitos fundamentais em curso na Catalunha.
An answer is now more urgent than ever! Will the Commission act to defend fundamental rights? #Catalonia #1Oct https://t.co/MVfXJx4jVr pic.twitter.com/xOaQmSX9wz
— GUE/NGL in the EP (@GUENGL) October 1, 2017
15h23 - Os Mossos começam a não aguentar mais a violência dos agentes da Guarda Civil espanhola e fazem-lhes frente.
Alguns Mossos, cansats de la violència desfermada per l'Estat, es comencen a encarar amb la Guàrdia Civil #1OCT pic.twitter.com/lAzIVFw6c2
— jordi salvia (@jordisalvia) October 1, 2017
15h08 - Afinal, o jogo do Barça mantém-se, mas a portas fechadas, anunciou a direção do clube, devido à negativa da Liga Profissional de Futebol de adiá-lo. O FC Barcelona deixou claro que condena “os eventos ocorridos em muitas partes da Catalunha para impedir os cidadãos de exercer os seus direitos democráticos de livre expressão”.
14h57 - Pedro Sánchez, líder do PSOE, mantém-se em silêncio sobre o referendo. No entanto, o jornalista Daniel Besteiro relata que Sánchez telefonou a Mariano Rajoy para expressar o seu mal-estar com a "imagem" que se está a dar ao exterior. Não há relatos de qualquer exigência para parar com a violência policial.
Sánchez ha hablado con Rajoy. Le ha trasladado su "malestar" sobre la "imagen" que se está dando al exterior, según fuentes de Ferraz.
— Daniel Basteiro (@basteiro) October 1, 2017
14h46 - Piqué participou no referendo. No momento de votação declarou "juntos somos imparáveis na defesa da democracia".
Ja he votat. Junts som imparables defensant la democràcia. pic.twitter.com/mGXf7Qj1TM
— Gerard Piqué (@3gerardpique) October 1, 2017
14h38 - O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, condena a violência policial na Catalunha.
Violence can never be the answer! We condemn all forms of violence and reaffirm our call for political dialogue #CatalanReferendum #Spain
— Charles Michel (@CharlesMichel) October 1, 2017
14h29 - Jeremy Corby, líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, condena a violência policial na Catalunha. Até ao momento, é o único líder de um partido da família europeia do PS a mostrar solidariedade para com o povo da Catalunha.
Police violence against citizens in #Catalonia is shocking. The Spanish government must act to end it now.
— Jeremy Corbyn (@jeremycorbyn) October 1, 2017
14h25 - Governo catalão atualiza número de feridos: 337 até agora. Muitos em estado grave.
⚠️ #ÚltimaHora Almenys 337 ferits en les càrregues de la policia espanyola contra l'#1OTV3 #CatalanReferendum https://t.co/bXDx8RXmEs pic.twitter.com/qbqqHHLDYU
— 324.cat (@324cat) October 1, 2017
14h08 - O F.C. Barcelona anunciou o cancelamento do jogo previsto hoje com o Las Palmas. Em seguida, a Federação Catalã de Futebol suspendeu todos os jogos de equipas federadas “devido à situação especial que vive hoje a Catalunha”.
13h50 - O governo espanhol afirma, triunfante, que o “referendo foi desbaratado”. Só que em centenas de locais, as mesas de voto continuam a funcionar e a população catalã cumpre o prometido: “Votaremos”.
13h30 - Segundo a Secretaria de Saúde do governo catalão, 38 pessoas ficaram feridas devido à repressão da Polícia Nacional e da Guarda Civil. Um deles foi atingido por uma bala de borracha na cara, como se pode ver neste vídeo.
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13h20 - Hoje é um dia em que muito vai ser cantada e ouvida a canção "L'Estaca", de Luis Llach, um hino à liberdade composto em tempos de franquismo que se tornou também num hino à autodeterminação catalã.
[[{"fid":"90080","view_mode":"full","fields":{"format":"full","field_folder[und]":"418"},"type":"media","link_text":"L'estaca con subtítulos en castellano","attributes":{"class":"file media-element file-full"}}]]
13h13 - O presidente do governo catalão, Carles Puigdemont, declarou em nota de imprensa que o Estado espanhol “está a demonstrar que só tem a força e a imposição como argumentos para tentar convencer os catalães”. No seu entendimento, no dia de hoje, “uns avançam para uma vergonha que os acompanhará para sempre e outros mostram ao mundo uma dignidade e uma coragem que também os acompanhará para sempre”.
12h24 - Um grupo de Mossos com quem Luís Fazenda falou em Torredembarra, diz que não usaram qualquer violência e que estavam "no pior dia da sua vida".
12h16 - As pessoas que foram impedidas de votar em Torredembarra, pelas 11h40, formaram uma manifestação em marcha para outra secção de voto, expulsando os Mossos.
11h44 - Momento em que a polícia retirou as urnas do Colégio Ramon Llull.
La Policía requisa las urnas del colegio Ramon Llul de Barcelona https://t.co/olQ9MGugDI #CatalanReferendum pic.twitter.com/Z0zJMCewwV
— Europa Press (@europapress) October 1, 2017
11h40 - Em Torredembarra, a 92 quilómetros de Barcelona, os Mossos encerraram uma secção de voto. O presidente da Câmara afiram que tinham demasiados idosos para resistir.
11h30 - Nem o PSOE nem qualquer outro partido da família europeia do partido socialista português manifestou até ao momento qualquer mensagem de solidariedade para com a Catalunha.
11h27 - Pablo Iglesias critica Mariano Rajoy. "A capacidade de reprimir não revela a força do PP, mas apenas a sua debilidade, o seu medo e a sua incapacidade política. Ou com o PP ou com a democracia".
La capacidad de reprimir no revela la fuerza del PP, sino su debilidad, su miedo y su incapacidad política. O con el PP o con la democracia
— Pablo Iglesias (@Pablo_Iglesias_) October 1, 2017
11h17 - alguns centros de voto estão sem qualquer acesso à internet. Pedem por isso às pessoas para colocarem os telemóveis em modo avião de forma a desimpedir a rede celular para garantir a descarga de votos.
11h12 - Bombeiros protegem a população de cargas policiais.
Els bombers protegeixen la gent de la violència de la Guardia Civil mentre els mossos s'amaguen pic.twitter.com/nqR7ME8Cmv #1oct
— L'Accent (@laccent) October 1, 2017
11h04 - Polícia Nacional aumenta violência nos locais de voto contra a população em resistência pacífica.
A patadas, pisotones, porrazos y empujones desaloja la Policía Nacional española al pueblo pacífico que quiere votar #CatalanReferendum pic.twitter.com/eUmxSGDfkg
— Undebateenmicabeza (@AltoyClaro1) October 1, 2017
11h01 - Violência policial no Colégio o a los Orcos.
Como salvajes. Uno no sabe si está viendo a la Policía asaltando Colegios o a los Orcos asaltando el Abismo de Helm #CatalanReferendum pic.twitter.com/gxTQFmwxrl
— Undebateenmicabeza (@AltoyClaro1) October 1, 2017
10h53 - A utilização de balas de borracha por parte dos Mossos em Barcelona está proibida desde 2014, depois de terem cegado uma cidadã. Mas a Guardia Civil e Polícia Nacional estão livres de a utilizarem.
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10h50 - A Polícia Nacional utiliza balas de borracha no centro de Barcelona.
VIDEO: Spanish police fire rubber bullets at #CatalanReferendum voters - @XabiBarrena pic.twitter.com/TdpoWR4HqA
— Conflict News (@Conflicts) October 1, 2017
10h47 - Carga policial na Escuela Mediterrànea, produzindo vários feridos.
10h31 - Nas filas para votar é possível ver idosos com andarilho, deficientes, e vários carrinhos de bebé, o que demonstra a força do apelo referendário.
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10h26 - Puigdemont, presidente da Generalitat, diz que "a imagem externa do estado espanhol continua a degradar-se".
10h24 - A Guardia Civil é obrigada a recuar em Sant Julià de Ramis, onde se registaram vários feridos há uma hora.
La Guàrdia Civil recula a Sant Julià de Ramis davant una multitud encapçalada pels bombers que, clavell en mà, els canta "Passi-ho bé!"#1Oct pic.twitter.com/BM3cyIZsmx
— Diari ARA (@diariARA) October 1, 2017
10h18 - Um detalhe importante: a descarga dos votos é feita pela internet. O que significa que apesar de apenas 73% dos locais de voto estar ativa, isso não quer que um eleitor seja impedido de votar uma vez que se pode dirigir a qualquer outra mesa de voto.
10h10 - na emissão em direto do jornal El País, afirmam que "não se pode permitir que as escolas na Catalunha sejam fábricas de independentistas". O analista não recebe qualquer contraditório.
10h04 - Em Cidade de Vila Nova, deixam entrar apenas um eleitor de cada vez para impedir que guardas à civil se misturem e confisquem as urnas.
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9h54 - O porta-voz da Generalitat da Catalunha afirmou em conferência de imprensa há minutos que "73% das mesas eleitorais estão abertas e a funcionar". Acrescentou que "os ataques e bloqueios informáticos são constantes", diz.
9h48 - Os membros das mesas da Escola Ramon Llull esconderam as urnas onde se tinha votado antes da chegada da Polícia Nacional ao local. "Não a encontraram", diz ao El País o presidente da mesa, garantindo que aqueles votos também serão contabilizados.
[[{"fid":"90074","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_alt_text[und][0][value]":"Foto via El País. ","field_file_image_title_text[und][0][value]":"Foto via El País. ","field_folder[und]":"418"},"type":"media","link_text":null,"attributes":{"alt":"Foto via El País. ","title":"Foto via El País. ","height":"244","width":"432","class":"media-element file-default"}}]]
9h42 - A Guardia Civil tenta dispersar a população reunida em Santa Julià de Ramis, onde a comunicação social registou vários feridos.
[ACTUALIZACIÓN] Violencia de las FSE en los colegios electorales catalanes https://t.co/vhhh1w2kAA pic.twitter.com/uHvtyzgi89
[DIRECTO] La Guardia Civil se marcha de Santa Julià de Ramis, donde ha dejado varios heridos https://t.co/KbDjLGGjBE pic.twitter.com/lWuZaevM3V
— naiz: (@naiz_info) 1 de outubro de 2017
— naiz: (@naiz_info) 1 de outubro de 2017
9h33 - Raül Romeva - Ministro do Exterior do governo catalão - apelou à participação: "contra a violência do Estado, fazemos um gesto democrático e pacífico. Saímos massivamente e exercemos os nossos direitos: votem!"
Contra la violència de l'Estat, fem un gest democràtic i pacífic. Sortim massivament i exercim els nostres drets: votem! pic.twitter.com/2pzAFfSp5p
— Raül Romeva i Rueda (@raulromeva) October 1, 2017
9h29 - A população impede com sucesso de forma não violenta a Polícia Nacional de intervir no Colégio Ramón Llull.
ÚLTIMA HORA. Antidisturbios de la policía nacional en Colegio Ramón Llull frente a la población #CatalanReferendum pic.twitter.com/29nDZAKWo6
— AlOtroLadodelMuro (@_ju1_) October 1, 2017
9h10 - Há muitas mesas a funcionar. Com dificuldade, a aplicação informática que tem o censo eleitoral parece ter sido atacada pela Guardia Civil. Mas já restauraram. Há uma disputa permanente para neutralizar os Mossos e para ganhar a web. As intervenções policiais são seletivas nas mesas onde votam altos cargos, e são feitas apenas pela Guardia Civil. Os Mossos confraternizam e são recebidos pela multidão com aplauso.
8h59 - Os Mossos (polícia da catalunha) não intervêm. As autoridades de Madrid acusam-nos de "passividade" e ordenaram à Guardia Civil e Polícia Nacional para intervirem. Ada Colau, Presidente da Câmara de Barcelona, acusa no Twitter Mariano Rajoy de ser "um presidente de um governo cobarde" que "inundou de polícia a nossa cidade".
Un presidente de gobierno cobarde ha inundado de policía nuestra ciudad. Barcelona ciutat de pau, no té por #MésDemocracia @marianorajoy
— Ada Colau (@AdaColau) October 1, 2017
8h36 - A Polícia Nacional forçou a entrada num colégio na calle Favència (Nou Barris). Uma mulher ficou ferida.
8h30 - Luís Fazenda, observador convidado pela Generalitat da Catalunha, acompanha o referendo no sul da Catalunha onde o processo eleitoral já teve início.
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