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Catalunha: Referendo 1-O

O referendo na Catalunha decorre este dia 1 de outubro sob uma inédita pressão policial e institucional do governo de Mariano Rajoy. O Esquerda.net acompanha ao longo do dia todos os desenvolvimentos essenciais. 
"Referèndum", imagem do comício de apoio ao referendo. Imagem de Quique Garcia, EPA/Lusa.

O referendo na Catalunha decorre este dia 1 de outubro sob uma inédita pressão policial e institucional do governo de Mariano Rajoy. O Esquerda.net acompanhou ao longo do dia todos os desenvolvimentos essenciais. 


23:35. Anúncio dos resultados por parte do govero catalão. A participação foi de 2.26 milhões de pessoas. O voto Sim ganhou por cerca de 90%, com pouco mais de 2 milhões de votos. O Não obteve 176 mil, os votos brancos rondaram os 45 mil e os nulos 20 mil.

22h16. Puigdemont abre a porta à declaração de independência

21h30. Milhares de pessoas concentraram-se na Praça do Sol, em Madrid, numa iniciativa de solidariedade com as vítimas da repressão e o direito a decidir por parte do povo catalão.

21h20. Mariano Rajoy fez uma declaração à imprensa sem direito a perguntas dos jornalistas. Afirmou que “não houve referendo na Catalunha” e agradeceu à Polícia Nacional e à Guardia Civil pela sua ação na repressão dos eleitores catalães. Deixou um apelo a todos os partidos parlamentares para se encontrarem para refletir sobre os acontecimentos das últimas semanas.

21h18. Serviços de saúde catalães atualizam número de feridos para 844. Os dois feridos mais graves devem-se a uma ferida num olho causada por uma bala de borracha e a um enfarte.

21h13. Centrais sindicais, empresários e promotores do referendo apelam a uma greve geral para o dia 3 de outubro na Catalunha. A convocatória tinha sido feita na semana passada por sindicatos como a CGT.

20:00. Depois dos ataques e ameaças de processos que receberam ao longo do dia por parte dos sindicatos da Polícia nacional e Guardia Civil, a polícia catalã parabenizou os seus elementos por terem cumprido as ordens recebidas “com os princípios que inspiram a nossa nobre profissão”.

19h30. Governo catalão atualiza o número de feridos da repressão ao referendo para 761 pessoas, 3 das quais em estado grave.

18h30. Nova conferência de imprensa na Generalitat. O porta-voz do governo, Jordi Turull, afirmou que “O Estado espanhol é a vergonha da Europa” e “terá de responder diante dos tribunais internacionais” pela violência da repressão contra os leitores do referendo. Segundo o porta-voz do governo catalão, 319 locais eleitorais foram fechados, entre os mais de 2000 que serviram para votar. Os eleitores das mesas fechadas pela polícia são encaminhados para outros locais de votação. As longas filas em muitos deles levarão ao alargamento do horário das mesas de voto. Quanto ao anúncio de resultados, Turull pediu paciência: “O dia será longo”, avisou.

18h05 - Conselho de Informação da TVE denuncia a falta de independência e pluralidade na cobertura do referendo 1-O. O conselho interno da televisão pública espanhola, que é formado por 13 profissionais eleitos, denunciou esta tarde em comunicado onde denuncia a "parcialidade das informações apresentadas hoje tanto no canal La1 como no Canal 24h".  

17h27 - Podemos pede a demissão de Rajoy e chama o PSOE para uma moção de censura. 

17h15 - Juízes lançam investigações judiciais sobre seis Mossos acusados de "inação" perante o referendo. 

17h12 - O jogo começa no Campo Nou vazio. A imagem é simbólica. 

16h31 - Paul Mason, colunista do The Guardian escreve: "policiamento militar - com balaclavas e armadura de corpo contra demonstrações passivas nos centros de voto. Atividade clássica numa democracia neoliberal". 

16h28 - Ada Colau fala em 460 feridos e exige o fim das ações policiais contra a população. 

16h01 - Marcha de solidariedade com a Catalunha neste momento em Edimburgo, em direção ao consulado de Espanha na capital da Escócia.

15h55 - Marisa Matias escreve em catalão contra a violência policial. 

15h44 - Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia e líder do SNP, condena a violência policial na Catalunha e pede que Rajoy mude de curso "antes que alguém se magoe seriamente". Termina por dizer "deixem as pessoas votar de forma pacífica". 

 

15h36 - Depois de, durante a manhã (ver 11h12) os bombeiros catalães protegerem a população da Polícia de Rajoy em vários centros de voto, a polícia decidiu agora atacar também os bombeiros. 

15h33 - A Esquerda Europeia (GUE/NGL) questionou oficialmente a Comissão Europeia sobre a violação dos direitos fundamentais em curso na Catalunha. 

15h23 - Os Mossos começam a não aguentar mais a violência dos agentes da Guarda Civil espanhola e fazem-lhes frente.

15h08 - Afinal, o jogo do Barça mantém-se, mas a portas fechadas, anunciou a direção do clube, devido à negativa da Liga Profissional de Futebol de adiá-lo. O FC Barcelona deixou claro que condena “os eventos ocorridos em muitas partes da Catalunha para impedir os cidadãos de exercer os seus direitos democráticos de livre expressão”.

14h57 - Pedro Sánchez, líder do PSOE, mantém-se em silêncio sobre o referendo. No entanto, o jornalista Daniel Besteiro relata que Sánchez telefonou a Mariano Rajoy para expressar o seu mal-estar com a "imagem" que se está a dar ao exterior. Não há relatos de qualquer exigência para parar com a violência policial.   

14h46 - Piqué participou no referendo. No momento de votação declarou "juntos somos imparáveis na defesa da democracia". 

14h38 - O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, condena a violência policial na Catalunha. 

14h29 - Jeremy Corby, líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, condena a violência policial na Catalunha. Até ao momento, é o único líder de um partido da família europeia do PS a mostrar solidariedade para com o povo da Catalunha. 

14h25 - Governo catalão atualiza número de feridos: 337 até agora. Muitos em estado grave.

14h08 - O F.C. Barcelona anunciou o cancelamento do jogo previsto hoje com o Las Palmas. Em seguida, a Federação Catalã de Futebol suspendeu todos os jogos de equipas federadas “devido à situação especial que vive hoje a Catalunha”. 

13h50 - O governo espanhol afirma, triunfante, que o “referendo foi desbaratado”. Só que em centenas de locais, as mesas de voto continuam a funcionar e a população catalã cumpre o prometido: “Votaremos”.

13h30 - Segundo a Secretaria de Saúde do governo catalão, 38 pessoas ficaram feridas devido à repressão da Polícia Nacional e da Guarda Civil. Um deles foi atingido por uma bala de borracha na cara, como se pode ver neste vídeo.

Un policia dispara un tret de bala de goma a la cara d'un vianant

 

13h20 - Hoje é um dia em que muito vai ser cantada e ouvida a canção "L'Estaca", de Luis Llach, um hino à liberdade composto em tempos de franquismo que se tornou também num hino à autodeterminação catalã.

L'estaca con subtítulos en castellano

13h13 - O presidente do governo catalão, Carles Puigdemont, declarou em nota de imprensa que o Estado espanhol “está a demonstrar que só tem a força e a imposição como argumentos para tentar convencer os catalães”. No seu entendimento, no dia de hoje, “uns avançam para uma vergonha que os acompanhará para sempre e outros mostram ao mundo uma dignidade e uma coragem que também os acompanhará para sempre”.

12h24 - Um grupo de Mossos com quem Luís Fazenda falou em Torredembarra, diz que não usaram qualquer violência e que estavam "no pior dia da sua vida". 

12h16 - As pessoas que foram impedidas de votar em Torredembarra, pelas 11h40, formaram uma manifestação em marcha para outra secção de voto, expulsando os Mossos

11h44 - Momento em que a polícia retirou as urnas do Colégio Ramon Llull. 

11h40 - Em Torredembarra, a 92 quilómetros de Barcelona, os Mossos encerraram uma secção de voto. O presidente da Câmara afiram que tinham demasiados idosos para resistir. 

11h30 - Nem o PSOE nem qualquer outro partido da família europeia do partido socialista português manifestou até ao momento qualquer mensagem de solidariedade para com a Catalunha. 

11h27 - Pablo Iglesias critica Mariano Rajoy. "A capacidade de reprimir não revela a força do PP, mas apenas a sua debilidade, o seu medo e a sua incapacidade política. Ou com o PP ou com a democracia".  

11h17 - alguns centros de voto estão sem qualquer  acesso à internet. Pedem por isso às pessoas para colocarem os telemóveis em modo avião de forma a desimpedir a rede celular para garantir a descarga de votos. 

11h12 - Bombeiros protegem a população de cargas policiais. 

11h04 - Polícia Nacional aumenta violência nos locais de voto contra a população em resistência pacífica. 

11h01 - Violência policial no Colégio o a los Orcos.

10h53 - A utilização de balas de borracha por parte dos Mossos em Barcelona está proibida desde 2014, depois de terem cegado uma cidadã. Mas a Guardia Civil e Polícia Nacional estão livres de a utilizarem. 

 

10h50 - A Polícia Nacional utiliza balas de borracha no centro de Barcelona. 

10h47 - Carga policial na Escuela Mediterrànea, produzindo vários feridos. 

10h31 - Nas filas para votar é possível ver idosos com andarilho, deficientes, e vários carrinhos de bebé, o que demonstra a força do apelo referendário. 

 

10h26 - Puigdemont, presidente da Generalitat, diz que "a imagem externa do estado espanhol continua a degradar-se". 

10h24 - A Guardia Civil é obrigada a recuar em Sant Julià de Ramis, onde se registaram vários feridos há uma hora. 

10h18 - Um detalhe importante: a descarga dos votos é feita pela internet. O que significa que apesar de apenas 73% dos locais de voto estar ativa, isso não quer que um eleitor seja impedido de votar uma vez que se pode dirigir a qualquer outra mesa de voto.

10h10 - na emissão em direto do jornal El País, afirmam que "não se pode permitir que as escolas na Catalunha sejam fábricas de independentistas". O analista não recebe qualquer contraditório. 

10h04 - Em Cidade de Vila Nova, deixam entrar apenas um eleitor de cada vez para impedir que guardas à civil se misturem e confisquem as urnas. 

9h54 - O porta-voz da Generalitat da Catalunha afirmou em conferência de imprensa há minutos que "73% das mesas eleitorais estão abertas e a funcionar". Acrescentou que "os ataques e bloqueios informáticos são constantes", diz. 

Sobre a repressão policial, considerou-a "equivalente à repressão do franquismo", e apelou à "comunidade internacional para registarem a violação dos direitos fundamentais" das autoridades. "Não é um problema interno da Espanha, mas sim um problema da União Europeia dado que os catalães são cidadãos europeus". 
 

9h48 - Os membros das mesas da Escola Ramon Llull esconderam as urnas onde se tinha votado antes da chegada da Polícia Nacional ao local. "Não a encontraram", diz ao El País o presidente da mesa, garantindo que aqueles votos também serão contabilizados. 

 

9h42 - A Guardia Civil tenta dispersar a população reunida em Santa Julià de Ramis, onde a comunicação social registou vários feridos. 

9h33 - Raül Romeva - Ministro do Exterior do governo catalão - apelou à participação: "contra a violência do Estado, fazemos um gesto democrático e pacífico. Saímos massivamente e exercemos os nossos direitos: votem!"

9h29 - A população impede com sucesso de forma não violenta a Polícia Nacional de intervir no Colégio Ramón Llull. 

9h10 - Há muitas mesas a funcionar. Com dificuldade, a aplicação informática que tem o censo eleitoral parece ter sido atacada pela Guardia Civil. Mas já restauraram. Há uma disputa permanente para neutralizar os Mossos e para ganhar a web. As intervenções policiais são seletivas nas mesas onde votam altos cargos, e são feitas apenas pela Guardia Civil. Os Mossos confraternizam e são recebidos pela multidão com aplauso

8h59 - Os Mossos (polícia da catalunha) não intervêm. As autoridades de Madrid acusam-nos de "passividade" e ordenaram à Guardia Civil e Polícia Nacional para intervirem. Ada Colau, Presidente da Câmara de Barcelona, acusa no Twitter Mariano Rajoy de ser "um presidente de um governo cobarde" que "inundou de polícia a nossa cidade". 

8h36 - A Polícia Nacional forçou a entrada num colégio na calle Favència (Nou Barris). Uma mulher ficou ferida. 

8h30 - Luís Fazenda, observador convidado pela Generalitat da Catalunha, acompanha o referendo no sul da Catalunha onde o processo eleitoral já teve início. 

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