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Catalunha: Marchas massivas juntam mais de meio milhão de pessoas

Nesta sexta-feira, na Catalunha foi dia de greve. Mais de meio milhão de pessoas encheram as ruas de Barcelona exigindo a liberdade dos presos políticos catalães. À noite, registaram-se violentos confrontos entre a polícia e grupos de jovens, que se prolongaram ao longo de horas.
Manifestação em Barcelona juntou mais de meio milhão de pessoas, Na frente do desfile, uma faixa "Pelos direitos e pelas liberdades" das centrais sindicais que convocaram a greve geral
Manifestação em Barcelona juntou mais de meio milhão de pessoas, Na frente do desfile, uma faixa "Pelos direitos e pelas liberdades" das centrais sindicais que convocaram a greve geral

A greve geral na Catalunha foi convocada pelas centrais sindicais independentistas para protestar contra as sentenças que condenaram dirigentes políticos catalães a mais de cem anos de prisão e teve grande adesão nalguns setores, nomeadamente nos serviços, na função pública e no comércio.

As cinco marchas pela liberdade, convocadas pela ANC (Assembleia Nacional Catalã) e pela associação Òmnium, e que percorreram a Catalunha durante três dias, chegaram a Barcelona nesta sexta-feira, enchendo as ruas da cidade, já meio paralisada pela greve geral. As ações juntaram mais de 525.000 pessoas, segundo a Guardia Urbana, e mais de 750.000, segundo a Intersindical-CSC.

Nas intervenções ao final da tarde, a presidente da ANC, Elisenda Paluzie, criticou algumas intervenções dos Mossos d’Esquadra e considerou-as, segundo El Diario, fruto de uma “autonomia paralisada pelo medo e autocensurada”. O vice-presidente da Òmnium Cultural, Marcel Mauri, declarou “não paramos perante um Estado que diz que não podemos manifestar-nos e condena os direitos fundamentais”, acrescentando: “será impossível que possam aguentar a sua própria repressão porque há uma cidadania mobilizada”.

A greve geral foi convocada pelas centrais sindicais Intersindical-CSC e IAC e não contou com o apoio nem das CCOO (Comisiones Obreras), nem da UGT e teve adesões variadas, notando-se uma forte adesão no comércio (superior a 80%, segundo publico.es), uma adesão superior a 90% nas universidades e superior a 40% nas escolas. Ao longo do dia houve também cortes de estradas e nos transportes a participação variou entre os 10% nos autocarros e os 40% no Metro.

A partir de cerca das 19 horas, começou o confronto entre grupos de jovens e a polícia, pela quinta noite conscutiva.

Até depois das 22 horas (de Lisboa), o El Pais fez transmissão direta dos confrontos no you tube.

Notícia em atualização

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