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Capitais sul-coreanos, holandeses e suíços adquiriram 81% da Brisa

O negócio rendeu 2,4 milhões de euros ao Grupo Mello, que manteve 17% dos capitais e a presidência, e ao fundo britânico Arcus, que se retirou.
Autoestrada
Matt Brown / Flickr

O Grupo Brisa, detentor de cerca de 1.600 km de autoestradas em Portugal, foi comprado em 81,1% com capitais estrangeiros, provenientes de três nacionalidades distintas. A venda rendeu 2,4 milhões de euros ao grupo Mello e ao fundo britânico Arcus. Segundo noticiou o semanário Expresso, no passado sábado, “as pensões em Seul, as reformas de professores na Holanda e os seguros de vida na Suíça vão começar a ser pagos com a ajuda da Brisa”. Com este negócio o Arcus aliena todas as ações da Brisa e o Grupo Melo, que mantém 17% do capital, assume a presidência através de Vasco de Mello.

O Fundo de Pensões Nacional sul-coreano, o fundo holandês APG – que já opera em Portugal há alguns anos através de uma parceira com a SONAE – e uma gestora de ativos suíça são os novos acionistas. O Expresso dá conta de um comunicado em que as partes envolvidas anunciam que se trata de um negócio de longo prazo e salienta que a maior concessão da Brisa inclui a A1 e tem validade até 2035.

O terceiro maior fundo de pensões do mundo, o sul-coreano National Pension Service, que está a apostar em ativos fora do país para escapar à ideia de dependência nacional, é um dos principais nomes do consórcio comprador de 81,1% da Brisa, ao lado do holandês APG. No caso do APG, não é um investidor desconhecido, já que há anos este gestor de ativos é parceiro da Sonae nos centros comerciais (por exemplo, no Colombo, em Lisboa, e no Norteshopping, no Porto). São eles que controlam o consórcio comprador da Brisa, que conta ainda com a gestora de ativos do Grupo Swiss Life. Segundo o Jornal de Negócios a empresa fica avaliada em mais de 3 mil milhões de euros.

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