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CAP exclui Bloco e PAN de debate

A Confederação dos Agricultores de Portugal diz que estes partidos são “anti-agricultura, anti-mundo rural”. O deputado Ricardo Vicente responde que “há muitos anos que a CAP se julga dona dos subsídios da PAC”, mas que o Bloco com as suas propostas estragou “o festim que habitualmente era silencioso”.
Agricultura. Foto de Américo Meira/Flickr.
Agricultura. Foto de Américo Meira/Flickr.

A Confederação dos Agricultores de Portugal decidiu excluir o Bloco e PAN de uma mesa redonda que organizou com os partidos sobre os programas eleitorais para as próximas legislativas. Na lista de convidados estiveram seis partidos, do PCP à extrema-direita, mas a organização fez questão de excluir quem não gostava à partida.

Na iniciativa, Luís Mira, secretário-geral da organização justificou que “os dois partidos que aqui não estão são anti-agricultura, anti-mundo rural, não ganhávamos nada em tê-los aqui, não iam esclarecer nada de positivo para o setor agrícola”. E o seu presidente Eduardo Oliveira e Sousa falava num quadro de asfixia fiscal e de esmagamento questionando-se: “como é possível, face a um quadro como este, alimentarem-se internamente políticas que são divisionistas, animalistas radicais e até sociologicamente retrógradas?”.

Na sua página de Facebook, o deputado bloquista Ricardo Vicente respondeu-lhe. Diz que “há muitos anos que a CAP se julga dona dos subsídios da PAC” e que “agora que o quadro está a mudar, lutam por manter as rendas históricas dos grandes proprietários do sul, deixando o centro e norte do país entregues ao abandono e aos incêndios”.

O dirigente diz que este “lobby tomou conta do Ministério da Agricultura e o Bloco foi o único partido a denunciar este assalto”. Salienta que “fomos o único partido a levar a votos um conjunto de propostas para que os 10 mil milhões de euros da PAC disponíveis até 2027 deixem de ser rendas para latifundiários e passem a responder ao interesse público” e que “apresentámos propostas, denunciámos e obrigámos a ministra a responder ao Parlamento por duas vezes sobre este assalto”. “Estragámos o festim que habitualmente era silencioso. Cá estaremos, para fiscalizar a aplicação de dinheiros públicos e exigir equidade social e territorial em todo o país”, concluiu.

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