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Câmaras Municipais alemãs exigem receber mais refugiados

Mais de cem autarquias alemãs exigiram na segunda-feira ao governo federal receber mais refugiados. Pensam que há um impasse na política migratória e de integração da União Europeia e querem rompê-lo.
Faixa contra a Europa Fortaleza numa manifestação do Dia do Trabalhador em Hamburgo. 2015.
Faixa contra a Europa Fortaleza numa manifestação do Dia do Trabalhador em Hamburgo. 2015. Foto de Rasande Tyskar/Flickr.

Em sentido contrário das retóricas e práticas xenófobas mais ou menos envergonhadas, um grupo de mais de cem Câmaras Municipais da Alemanha lançou uma declaração a exigir que o governo de Merkel lhes permita acolher um número maior de migrantes resgatados no Mediterrâneo.

Bona, Colónia, Potsdam e Düsseldorf são apenas algumas das cidades que avançaram procurando romper o que consideram ser o impasse da União Europeia na discussão sobre política migratória, dadas as várias conversações sobre como distribuir os migrantes que chegam à Europa.

Em vez do jogo do empurra, estes municípios, em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, preferiram assumir que há um dever humanitário para com as pessoas em perigo. A iniciativa, denominada Cidades Portos Seguros, pretende obter permissão especial para acolher imediatamente refugiados resgatados no Mediterrâneo por questões humanitárias mas não se esquece dos que estão presentemente detidos em Centro em vários países da Europa. Em julho de 2019, 13 autarquias deram o pontapé de saída para a iniciativa. Na conferência de imprensa desta segunda-feira eram já cerca de 120.

A disponibilidade que revelam pretende ser um sinal a nível europeu. Mike Schubert, presidente da Câmara Municipal de Potsdam questiona: “qual é a alternativa a salvar as pessoas no mar? Deixar que elas se afoguem?”. E, segundo o jornal Deutsche Welle, assinala: “a quantidade dos que estão de prontidão para interferir nessa catástrofe aumenta a cada dia”, manifestando-se contra a “política de aguardar para ver”.

No ano passado, cerca de 95 mil pessoas fizeram a perigosa travessia do Mediterrâneo para chegar ao continente europeu. Segundo estimativas da ONU, 1221 morreram na viagem.

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