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Câmara Municipal de Lisboa não oferece solução para os despejados

Famílias despejadas pela Câmara de Lisboa esta sexta-feira criticam o processo e a demora da autarquia a atribuir fogos municipais. Câmara, após os despejos, não oferece uma solução.
Ricardo Robles, do Bloco de Esquerda, defende que é preciso "investir fortemente no programa de habitação".
Ricardo Robles, do Bloco de Esquerda, defende que é preciso "investir fortemente no programa de habitação".

As casas no bairro da Cruz Vermelha, no Lumiar, tinham sido ocupadas havia cerca de um mês. As casas eram propriedade municipal e, na semana passada, a Câmara havia notificado os moradores de que teriam de abandoná-las. Esta sexta-feira, a Polícia Municipal entrou nas casas, recolheu os pertences, expulsou as pessoas e fechou as portas.

Sem soluções após os despejos, as famílias dirigiram-se aos Paços do Concelho, esperando que a Câmara Municipal lhes fornecesse uma alternativa. Esta nada mais fez do que sugerir que procurassem apoio junto de familiares.

Os protestantes reconhecem que a ocupação das casas é ilegal, mas também dizem que, se a habitação é um direito universal, as casas em questão têm de ser atribuídas.

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Ricardo Robles, vereador da Educação e dos Direitos Sociais da câmara de Lisboa, do Bloco de Esquerda, afirmou que estas situações acontecem em casos “limite de desespero”. “O mercado de habitação está proibitivo, não existem rendas a preços que as pessoas possam comportar e portanto é preciso dar uma resposta”, afirmou, referindo ainda que, no decorrer do último ano, foram despejadas cerca de cinco famílias por dia.

Robles afirma que, por um lado, o governo e a Assembleia da Republica “têm responsabilidade de garantir a mudança na lei dos despejos de Assunção Cristas e garantir que não são despejadas mais pessoas”. Por outro, é preciso “investir fortemente no programa de habitação para quem tem dificuldades económicas”.

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