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Câmara de Lisboa quer que Governo disponibilize casas a preços acessíveis para professores

Os elevados preços das rendas estão a afastar docentes das escolas da capital. Por proposta do Bloco de Esquerda, a Câmara de Lisboa aprovou moção pedindo ao Governo que intervenha e em articulação com o executivo municipal disponibilize “alojamento a preço acessível”.
A moção pela disponibilização de alojamento a professores/as foi aprovada em reunião de Câmara, esta quinta-feira, 17 de outubro – Foto de Diego Delso/wikipedia
A moção pela disponibilização de alojamento a professores/as foi aprovada em reunião de Câmara, esta quinta-feira, 17 de outubro – Foto de Diego Delso/wikipedia

Nesta quinta-feira, o vereador Manuel Grilo do Bloco de Esquerda apresentou, numa reunião do executivo municipal de Lisboa, uma moção, que foi aprovada, que “insta” o Governo a “disponibilizar alojamento a preço acessível (isto é, que não exceda os 30% do rendimento base)” aos professores que morem fora da área metropolitana e apela ao ministério da Educação a “efetuar as diligências necessárias”, para resolver o problema, em articulação com a Câmara.

O documento assinala que, um mês depois do início das aulas, ainda existem cerca de duas mil turmas sem professores/as. O “Público” sublinha que a situação tem vindo a ser denunciada por docentes, sindicatos e associações de pais. Os distritos mais afetados são Lisboa, Setúbal e Faro, refere o texto, lembrando que o concelho de Lisboa é o que tem o arrendamento de habitação mais caro do país.

“A maioria dos horários disponibilizados pelo Ministério da Educação para as turmas em questão são parciais, não atingindo as 22 horas letivas semanais, com remunerações base muito baixas”, aponta a moção, destacando que as remunerações baixas, associadas aos elevados preços das casas e à inexistência de apoios (subsídios, por exemplo), estão a impedir docentes de aceitar as condições.

O Bloco de Esquerda recorda ainda que “é obrigação do Estado garantir educação gratuita de qualidade a todas as crianças até aos 18 anos ou 12º ano de escolaridade, promovendo a igualdade de oportunidades” e que a colocação de professores é responsabilidade do ministério.

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