Está aqui

Câmara de Lisboa declarou emergência climática em cimeira de Copenhaga

94 cidades estão reunidas em Copenhaga para o Fórum Mundial de Autarcas C40. Esta rede de cidades comprometeu-se a concretizar medidas de combate às alterações climáticas, assinou um “Pacto Verde Global” e declarou emergência climática nas suas respetivas cidades.
Ilustração de Hélène Baum. Ilustrando o futuro que queremos. Projeto da Rede de cidades C40.
Ilustração de Hélène Baum. Ilustrando o futuro que queremos. Projeto da Rede de cidades C40.

O passo tomado pretende ser mais do que simbólico. A declaração da emergência climática que junta Lisboa a mais outras 93 cidades de todo o mundo aconteceu esta quarta-feira numa cimeira em Copenhaga e vem inserida num “Novo Pacto Verde Global” que contém compromissos para reduzir emissões poluentes na indústria, nos transportes, nos edifícios e tratamento de resíduos para metade com um prazo marcado: 2030.

A rede de autarquias que se denomina C40 declarou “a emergência climática global” ao mesmo tempo que se empenha em que as alterações necessárias para reduzir a poluição seja feita de modo a “proteger o trabalho, ajudar a acabar com a pobreza”e garantir “uma transição justa para os que trabalham nas indústrias mais poluidoras”.

Os autarcas que reconhecem ainda que o “atraso na resposta climática já está a ter consequências devastadoras”. Por isso, pretendem “colocar a ação climática inclusiva no centro de toda a tomada de decisão a nível urbano”.

O presidente da Câmara de Lisboa esteve presente nesta cimeira onde colocou como meta a redução de deslocações por automóvel dentro da cidade para 34% no ano 2030. Segundo a câmara da capital portuguesa, a cidade atingirá a neutralidade carbónica em 2050.

Uma meta que fica bem abaixo da de Copenhaga que quer ser a primeira cidade neutra em emissões de dióxido até 2025, tendo para isso um pano ambicioso de corte nos consumos de energia, de reconversão para fontes de energia renováveis, de promoção do transporte público.

Este Novo Pacto Verde Global pretende juntar, para além das várias cidades co-signatárias, empresas, sindicatos, ONGs e outras forças da sociedade civil de forma a concretizar “ação baseada na ciência” para ultrapassar a emergência climática.

Em reação a esta declaração, o Bloco de Lisboa, nas suas redes sociais, tomou posição vincando que "não basta declarar a emergência, é preciso combatê-la e com propostas concretas".

Apontou-se nomeadamente a necessidade de mais transportes públicos, de limitar os carros no centro da cidade e de investir na transição energética.

Termos relacionados Ambiente
(...)