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Câmara de Gaia deixa 80 trabalhadores sem rendimentos e trabalho

Perto de 80 trabalhadores, a falsos recibos verdes, das piscinas municipais de Gaia estão, segundo denúncias recebidas no site Despedimentos.pt, sem trabalhar e sem receber salários desde março.
Piscina
Foto de Roberto | Flickr

O site Despedimentos.pt recebeu uma denúncia onde é relatado que perto de 80 trabalhadores precários, a falsos recibos verdes, das piscinas municipais de Gaia estão desde março sem receber e sem trabalhar. Os profissionais em questão são nadadores salvadores e fisioterapeutas com o vínculo formal a cargo da empresa Nível Activo.

De acordo com a denúncia, “quando a situação sanitária levou às primeiras medidas de contenção, foram simplesmente informados de que as piscinas iam encerrar a 12 de março e de que não continuariam a trabalhar. A empresa enviou e-mail aos trabalhadores, dizendo apenas que seria feito o pagamento do salário pelo trabalho realizado até 11 de março”. 

Estes trabalhadores asseguram o funcionamento das piscinas municipais há anos, mas não tiveram qualquer contato da autarquia, pelo menos numa primeira fase. Depois de alguma pressão feita pelos profissionais afetados, a Câmara Municipal de Gaia acabou por anunciar o pagamento de salários relativos a todo o mês de março, mas foi só este o compromisso assumido pelo presidente do Município. 

Ainda assim, o pagamento do mês de março não se efetuou de imediato, só depois de várias insistências dos trabalhadores.

Segundo os relatos dos trabalhadores, a situação acabou por se complicar ainda mais porque a empresa Nível Activo e a Câmara Municipal de Gaia não renovaram, em março, o contrato de prestação de serviços. 

A denúncia do Despedimentos.pt termina referindo que “num momento crítico, a Câmara Municipal de Gaia seguiu as piores práticas de abuso patronal, simplesmente descartando trabalhadores a quem impôs uma condição de precariedade e sem direitos. De um dia para o outro, dezenas de profissionais, que prestam funções permanentes e asseguram há vários anos um serviço público à população, ficaram simplesmente sem trabalho e sem qualquer resposta por parte da autarquia”.

 
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