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Bruxelas tenta vetar leis anticrise humanitária na Grécia

A Comissão Europeia advertiu Atenas que a aprovação do pacote legislativo para garantir eletricidade, teto e alimentação às famílias gregas mais pobres viola o acordo do Eurogrupo. O Governo grego diz que as reformas estão previstas no acordo e Tsipras quer reunir com Merkel, Hollande, Juncker, Draghi e Tusk à margem da cimeira de quinta-feira.
Foto Olivier Hoslet/EPA

Segundo o jornalista Paul Mason, do Channel Four britânico, o aviso de Bruxelas chegou esta terça-feira por carta, a menos de 24 horas do debate e aprovação no parlamento grego do emblemático pacote de medidas humanitárias para combater a pobreza extrema na Grécia. A carta é assinada por Declan Costello, o líder da missão da CE para a Grécia, apelando ao governo grego para que adie esta reforma e a submeta antes a consultas com os parceiros. “Há vários assuntos em discussão e precisamos tratá-los como um pacote coerente e abrangente”, diz a carta enviada a Atenas. Para além das propostas de combate à crise humanitária, Declan inclui também a do plano de prestações para as dívidas fiscais, prevista para discussão parlamentar na quinta-feira, como outra das medidas a travar.

A resposta do governo surgiu pouco depois no parlamento, pela voz do ministro do Interior e Reconstrução Administrativa. Nikos Voutsis afastou a hipótese de existir “qualquer violação do acordo de 20 de fevereiro” e defendeu que as queixas de Bruxelas não têm fundamento, já que o pacote faz parte “das reformas com que nos comprometemos”. Curiosamente, ainda na semana passada, o líder do Eurogrupo e o próprio Jean Claude Juncker diziam estar insatisfeitos com a demora na aplicação das reformas, o que contrasta com o pedido de adiamento formulado na carta de Declan Costello.

“Se agirem de outro modo estarão a proceder unilateralmente e de forma fragmentada, que é incompatível com os compromissos assumidos, incluindo ao Eurogrupo como consta do comunicado de 20 de fevereiro”, ameaça o alto funcionário da Comissão.

A resposta do governo surgiu pouco depois no parlamento, pela voz do ministro do Interior e Reconstrução Administrativa. Nikos Voutsis afastou a hipótese de existir “qualquer violação do acordo de 20 de fevereiro” e defendeu que as queixas de Bruxelas não têm fundamento, já que o pacote faz parte “das reformas com que nos comprometemos”. Curiosamente, ainda na semana passada, o líder do Eurogrupo e o próprio Jean Claude Juncker diziam estar insatisfeitos com a demora na aplicação das reformas, o que contrasta com o pedido de adiamento formulado na carta de Declan Costello.

A poucos dias da cimeira europeia, o primeiro-ministro grego anunciou que pretende uma reunião a seis à margem do encontro, para discutir o andamento das negociações e a situação de liquidez das finanças gregas que este mês já reembolsaram o FMI em mais de mil milhões de euros. Tsipras enviou o pedido de reunião à chanceler alemã (que o convidou para visitar Berlim na próxima semana) e ao presidente francês, bem como aos presidentes do Conselho e da Comissão e ao governador do Banco Central Europeu.

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