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Bruno Fernandes critica abusos aos direitos humanos no Qatar

O jogador da seleção portuguesa de futebol referiu-se este domingo às mortes de trabalhadores na construção dos estádios que irão acolher os jogos do Mundial.
Montagem sobre imagem da Amnistia Internacional com o cromo de Bruno Fernandes na caderneta da Panini.

"Sabemos o que anda à volta do Campeonato do Mundo, o que tem surgido nas últimas semanas, meses, sobre as pessoas que morreram na construção dos estádios. Não estamos contentes com isso, de todo", afirmou Bruno Fernandes na entrevista rápida após o jogo de domingo em que o seu clube, Manchester United, foi a Londres vencer o Fulham para a liga inglesa.

Ao contrário do que acontece com outros colegas de profissão, o jogador português não tentou esquivar-se às questões sobre a organização do evento em que irá participar a partir da próxima semana. E considera "estranho" o próprio facto de pela primeira vez um Mundial de Futebol se realizar em novembro e dezembro, que "não é a melhor altura nem para jogadores nem adeptos", com "as crianças na escola, as pessoas a trabalhar, e os horários não são os melhores para poderem ver os jogos".

As palavras de Bruno Fernandes contrastam com o silêncio da federação nacional, que ao contrário de outras não se pronunciou de forma crítica face às violações dos direitos humanos no Qatar. Para o jogador, "este tipo de coisas não deviam acontecer em qualquer contexto. Mas num Mundial, que é mais do que futebol, é uma festa para os adeptos e jogadores, algo que dá gozo assistir, as coisas deviam ter sido feitas de melhor forma".

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