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Brasil: Trabalhadores sem teto ocuparam edifício da Bolsa

Os movimentos sociais fizeram um protesto pacífico no “maior símbolo da especulação e da desigualdade social” para denunciar “os lucros recordes dos bancos, o aumento de grandes fortunas e o surgimento de 42 novos bilionários” no país onde a insegurança alimentar atinge mais de 116 milhões de pessoas e a fome mais de 19 milhões.
Movimentos sociais ocupam bolsa de valores em São Paulo. Foto de MTST.
Movimentos sociais ocupam bolsa de valores em São Paulo. Foto de MTST.

Esta quinta-feira, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e outros movimentos sociais brasileiros ocuparam o edifício da bolsa de valores em São Paulo. Os ativistas justificaram a ação porque consideram esta entidade o “maior símbolo da especulação e da desigualdade social. Enquanto as empresas lucram, o povo passa fome e o trabalho é cada vez mais precário. Quem segura o Bolsonaro lá são os donos do mercado”, explicaram num texto publicado nas redes sociais.

Bandeiras vermelhas do MTST, uma bandeira nacional brasileira com a palavra de “fome” inscrita, bem como faixas e cartazes a dizer "Fora, Bolsonaro", "Tem gente ficando rica com a nossa fome", "Sua ação financia nossa miséria" e "Tá tudo caro, e a culpa é do Bolsonaro" irromperam pela sala onde acontecem os leilões num protesto pacífico.

O MTST acrescenta que o protesto é “contra a carestia e a fome provocadas pela política económica aplicada por Paulo Guedes e Bolsonaro. Os lucros recordes dos bancos, o aumento de grandes fortunas e o surgimento de 42 novos bilionários no mesmo país onde a insegurança alimentar atinge mais de 116 milhões de pessoas e a fome já é uma realidade para mais de 19 milhões precisa acabar”. Os dados apresentados são confirmados por um estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Por outro lado, a bolsa brasileira tem batido recordes e, em junho, teve mesmo a maior série de ganhos em três anos.

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